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Uma fada do lar também tem que ser profissional

Uma fada do lar também tem que ser profissional

Isabel Costa criou um negócio por conta própria numa área que já conhecia bem: as limpezas
Edição de 20.02.2013 | Identidade Profissional
Isabel Costa, 51 anos, sempre gostou de ver tudo arrumado e limpo pelo que, há cerca de dois anos, quando decidiu iniciar um negócio por conta própria - a “Isabelimpa”, com sede na Portela da Légua, Casais, em Tomar - acabou por escolher um ramo que já conhecia como as palmas da sua mão: as limpezas. “Sempre fui um bocadinho exigente com as coisas da casa. Já quando trabalhei em outros sítios gostava de limpar tudo ao pormenor. Faço tudo como se para mim se tratasse”, explica a empresária que se esmera para deixar tudo a brilhar. Por isso, assegura, a melhor recompensa do seu trabalho é quando volta a ser contactada pelo cliente onde já mostrou o que vale.Com uma visão empreendedora, Isabel Costa também passa a ferro e presta apoio domiciliário que passa, por exemplo, por ir às compras ou aviar receitas em farmácias a quem necessite desse serviço. “Gosto que as coisas fiquem bem feitas para que não surjam reclamações. Trabalho com sinceridade pelo que se algo não fica do agrado da pessoa prefiro que me diga para que possa fazer de modo diferente. Nem todos têm o mesmo ponto de vista”, sustenta. Uma “fada do lar” também tem que ser profissional e a organização é o primeiro passo, seleccionando criteriosamente qual o melhor produto e materiais para a limpeza requerida pelo cliente, tais como vassouras, esfregonas, decapantes, tira-gorduras ou cápsulas extensíveis para limpar vidros. Ciente que a organização é um trunfo para que o dia de trabalho corra fluído, Isabel Costa começa por organizar o material que necessita na sua carrinha comercial, onde encontra tudo aquilo que vai precisar. Os materiais e utensílios variam consoante o tipo de limpezas, seja em casa de particulares, em escritórios, apartamentos ou condomínios. Normalmente, já leva a bata vestida de casa e, caso o cliente não tenha ou não queira utilizar os produtos de limpeza que tem em casa, carrega os seus numa cesta própria para o efeito. Depois de arregaçar as mangas, começa a trabalhar numa ponta para acabar noutra e só dá o trabalho por terminado quando fica satisfeita. O tempo que leva a limpar é sempre estipulado pelo cliente. Já o horário de trabalho é aquele que o cliente desejar, trabalhando por vezes aos feriados e fins-de-semana.“Normalmente começo nos quartos e na sala porque são divisões que as pessoas podem necessitar de utilizar mas tudo depende do desejo do cliente”, assevera. Há também situações de limpeza específicas, como vidros e janelas ou humidade dos tectos que lhe dão mais trabalho, uma vez que são tarefas mais minuciosas e que exigem produtos mais abrasivos. Por isso, as luvas são indispensáveis. “Com boa vontade tudo se faz”, atesta a empresária que, actualmente, já conta com ajuda de uma colaboradora em part-time. Uma questão importante para a empresária é a relação de confiança e honestidade que se estabelece entre si e o cliente, uma vez que lhe são confiadas as chaves de casa. “Só fico descansada quando as devolvo”, confessa.A empresária considera que as pessoas devem encarar a pessoa que faz limpezas como se de uma profissional de outro ramo qualquer se tratasse. “Vale mais contratar uma empresa, mesmo que em nome individual, para não se preocuparem com quem metem em casa ou com a qualidade do serviço”, diz, acrescentando que o preço que leva já inclui seguro e segurança social o que não acontece quando se contrata alguém que faz limpezas a horas, sem recibo.Isabel Costa leva, quase todos os dias, o trabalho para casa uma vez que também é ela que se encarrega da limpeza e manutenção da sua própria habitação. E, mesmo depois de uma jornada de trabalho, ainda arranja ânimo suficiente para o fazer porque, afinal, uma fada do lar não o consegue ser de outra forma.
Uma fada do lar também tem que ser profissional

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