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Um sargento condecorado 19 vezes por actos heróicos

Um sargento condecorado 19 vezes por actos heróicos

Gilberto Duarte Barata faz parte do Núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes

Antigo sargento-mor da Força Aérea Portuguesa salvou 13 pessoas entre as quais um militar brasileiro de um avião em chamas. O seu mais importante feito aconteceu a 11 de Dezembro de 1960 mas o episódio está tão vivo na memória do ex-militar que o recorda como se fosse hoje.

Edição de 20.02.2013 | Sociedade
O Núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes orgulha-se de ter um sócio que é um dos militares com a patente de sargento mais condecorado em Portugal, tendo recebido distinções dos estados português e brasileiro. Ao todo são 19 condecorações por feitos heróicos ao serviço da nação. Gilberto Duarte Barata, de 71 anos de idade, que se reformou como sargento-mor da Força Aérea Portuguesa, salvou 13 pessoas entre as quais um militar brasileiro de um avião em chamas. O seu mais importante feito aconteceu a 11 de Dezembro de 1960 mas o episódio está tão vivo na memória do ex-militar que o recorda como se fosse hoje. Na altura, Gilberto era cabo mecânico-electricista. Um avião que voava para o Brasil e levava os restos mortais de soldados brasileiros mortos na II Guerra Mundial aterrou no aeroporto da Portela, em Lisboa. O aparelho acabou por se incendiar e Gilberto com a ajuda de outro colega não hesitou. Entrou dentro da aeronave e conseguiu retirar as pessoas do interior. As 485 urnas de soldados do Brasil mortos na guerra e que ao fim de muitos anos regressavam ao país também foram recuperadas. O Estado brasileiro não podia deixar de agradecer e em 1962 atribui-lhe a medalha de Oficial da Ordem de Mérito Aeronáutico, a mais alta condecoração do Brasil para galardoar feitos heróicos na Força Aérea. Depois veio uma distinção do Estado português que lhe entregou a medalha de Valor Militar por actos heróicos. Até 2012, foram 19 as distinções, o maior número nas forças armadas dos dois países atribuídas a um militar com a patente de sargento.Gilberto Duarte Barata cumpriu duas comissões de serviço na Guerra Colonial em Moçambique de 1965 a 1973. Como mecânico-electricista passou 23 anos a voar e a acompanhar voos um pouco para todo o lado. “Cheguei a dar a volta ao mundo em 4 dias. Comecei por ir com destino a Timor e, em dia e meio, estava em Honolulu, Havai, a lanchar”, recorda. Os seus momentos mais marcantes foram os voos como segurança de Presidentes da República, como os de Costa Gomes aos Estados Unidos e de Ramalho Eanes, a Inglaterra por ocasião das comemorações dos 25 anos de reinado da rainha.Às muitas medalhas, condecorações e diplomas recebidos, Gilberto Barata junta mais interesses que lhe enchem a casa. É coleccionador de selos postais e tem cerca de 2,5 milhões de exemplares, já para não falar das mais de mil garrafas de uísque recolhidas em vários pontos do mundo. “Posso garantir que as juntei todas sem me embebedar”, assegura o sargento-mor.
Um sargento condecorado 19 vezes por actos heróicos

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