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A vontade de ser cavaleira profissional já a levou a actuar com uma paralisia facial

A vontade de ser cavaleira profissional já a levou a actuar com uma paralisia facial

Cavaleira praticante Verónica Cabaço actua com cavalos emprestados mas não perde o ânimo
Edição de 10.04.2013 | Cultura e Lazer
Verónica Cabaço, 21 anos, persegue o sonho de ser cavaleira tauromáquica apesar de não ter dinheiro para uma actividade que requer grandes investimentos. A jovem praticante de Samora Correia aproveita todos os tempos livres para treinar numa pequena quinta em Foros de Salvaterra com o apoio de alguns ganadeiros que lhe emprestam os cavalos. O dinheiro que ganha em algumas actuações é para investir na carreira. A vontade de singrar na tauromaquia é tanta que no ano passado chegou a actuar com uma paralisia facial parcial. “Não conseguia rir ou comer. Mesmo assim quis actuar e só depois é que fui para o hospital onde fiquei internada e tive de realizar fisioterapia durante dois meses”, recorda. Verónica Cabaço era pequenina e já andava com o pai, Paulo Cabaço, montada num cavalo na Feira da Golegã. O pai chegou a ser cavaleiro amador, mas desistiu passando a ser equitador. Os pais ainda a tentaram desmotivar, mas a jovem não deu ouvidos. “É preciso abdicar de muita coisa, as lesões são complicadas e os meus pais queriam que eu tivesse uma profissão mais normal”, explica. Nunca deixou os estudos e chegou a tirar um curso de Comunicação, Marketing e Relações Públicas na Escola Profissional de Salvaterra de Magos. Foi na Coudelaria Maria da Fonte, em Foros de Almada, que deu os primeiros passos por volta dos 15 anos e tirou a prova de praticante em Julho de 2010. No ano passado realizou perto de dez corridas, embora já tenha tido temporadas melhores. Trabalha numa Fábrica em Samora Correia para conseguir amealhar algum dinheiro para a temporada e os gastos que vai tendo. Entretanto com muito sacrifício já conseguiu comprar três cavalos. Antes de se estrear quando estava a treinar na casa do cavaleiro João Moura caiu do cavalo e foi inanimada para o hospital. Tirar a alternativa é o próximo passo. Garante que quer ser uma figura do toureio e andar nesta vida enquanto conseguir. No dia 10 de Junho, vai actuar à Califórnia com a toureira Ana Batista.Atiraram-lhe umas calças da bancadaVerónica Cabaço já viveu alguns episódios caricatos. Depois de uma actuação na Figueira da Foz, onde tinha o namorado a assistir pela primeira vez, estava a dar a volta à arena quando um espectador despiu as calças e atirou-lhas. Outro desceu da bancada e começou a correr atrás de si. “Pensei que o meu namorado depois disto ia fugir”, recorda. A jovem cavaleira garante que nunca ninguém a mandou lavar a loiça. Considera que “as primeiras mulheres na tauromaquia viveram momentos mais difíceis”, por isso sente que “muito do caminho já está feito”, reconhece. Um dos seus maiores ídolos é a cavaleira de Salvaterra de Magos, Ana Batista.
A vontade de ser cavaleira profissional já a levou a actuar com uma paralisia facial

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