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Estações de medição da qualidade do ar na região têm funcionado com falhas

Falta de manutenção devido a restrições orçamentais e problemas com comunicações de dados nas estações de Alverca e Chamusca

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional já conseguiu em Fevereiro contratar uma empresa para a manutenção dos equipamentos e está a corrigir problemas com novo sistema de comunicação das medições que passou de linha telefónica para internet.

Edição de 08.05.2013 | Sociedade
As estações de medição da qualidade do ar têm estado a funcionar com falhas. Primeiro devido a avarias e a falta de manutenção provocada por cortes orçamentais e agora porque mudou a tecnologia de transmissão dos dados. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) reconhece que têm ocorrido problemas pontuais. A estação da Chamusca já teve alturas em que não eram comunicadas as medições, tal como a de Alverca que no ano passado deixou de medir os níveis de monóxido de carbono por opção da CCDR-LVT. Desde o início do ano que ocorreram avarias nos equipamentos de Alverca e Chamusca e falhas de energia e problemas com o ar condicionado que evita avarias nos equipamentos devido às oscilações da temperatura ambiente. Mas a comissão garante que agora os equipamentos estão a funcionar bem mas com problemas na comunicação dos dados, porque o sistema de envio das medições passou de linha telefónica para internet. O que tem provocado “temporárias ausências de informação” mas garante a CCDR-LVT que as situações estão a ser corrigidas.Os problemas começaram no ano passado por causa das restrições orçamentais. A manutenção das estações é da responsabilidade da Rede de Monitorização da Qualidade do Ar que recorre a serviços externos. O ministro das Finanças em Setembro de 2012 emitiu um despacho a impossibilitar a contratação de serviços o que inviabilizou o concurso que estava a decorrer e que se encontrava numa fase avançada e impediram a contratação de uma firma para fazer o trabalho, “apesar dos esforços desenvolvidos pela CCDR-LVT”. As estações da Chamusca e Alverca mantiveram-se a funcionar mas se tivesse avariado o mais certo era ser desactivada como foram outras na área de Lisboa. A falta de manutenção levou também a que “um conjunto significativo” de dados fossem invalidados por não estar garantida a qualidade dos mesmos. Em Fevereiro já foi assinado um contrato com uma empresa para a manutenção dos equipamentos, tendo sido já reactivadas quase todas as estações que estiveram meses sem funcionar. Em relação à estação de Alverca, a CCDR-LVT justifica que desactivou o sistema de medição de monóxido de carbono (gás levemente inflamável e muito perigoso devido à sua grande toxicidade) porque as concentrações registadas “não têm ultrapassado os valores limite definidos na legislação”. A comissão salienta que dado tratar-se de um poluente que apenas tem alguma relevância em estações de tráfego (locais de grande circulação automóvel) e que a de Alverca é uma estação de fundo, sem influência directa de tráfego. As estações de medição do ar são importantes porque permitem um fácil acesso do público sobre a qualidade do ar através da consulta de um site próprio (www.qualar.org) e da comunicação social. A partir das medições são emitidos alertas à população sobre cuidados a ter e efeitos na saúde, como já aconteceu quando os níveis de ozono na estação da Chamusca ultrapassam o limite legal. Também assume grande relevância uma vez que os “efeitos dos diferentes poluentes atmosféricos na saúde traduzem-se no aparecimento ou agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, particularmente em populações sensíveis como as crianças, idosos e indivíduos com problemas respiratórios”, conforme consta no site da CCDR-LVT. Por isso a entidade tem competências para elaborar, promover a aplicação e acompanhar a execução de planos de qualidade do ar.

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