
Falando da desgraça
Jorge Miranda reconhece que os direitos fundamentais inscritos na Constituição portuguesa, nomeadamente os relacionados com o Estado Social e Económico, estão bastante reduzidos mas não ao ponto de ser necessária a criação de um estado de excepção para colmatar essas falhas como defendem alguns dirigentes políticos. Jorge Miranda reconhece que com o actual estado da Justiça portuguesa é difícil viver numa sociedade justa e equilibrada e deu ainda exemplo de empresas europeias que migram para os países asiáticos fazendo concorrência desleal numa Europa sem união fiscal. Enfim, o discurso de Jorge Miranda nem parecia conversa de aniversário do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão. Para quem tem o rabo entalado, até em cerimónias de circunstância uma pessoa pode ir pelo cano abaixo ao ouvir gente tão ilustre falando da desgraça como quem dá aulas.

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