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Instalações de empresa falida pilhadas e usadas como casa-de-banho

A insolvência da empresa tomarense Bloco de Representações, que vendia máquinas, material e acessórios diversos para indústrias, foi decretada em Setembro de 2011.

Edição de 29.05.2013 | Sociedade
Documentos do escritório, restos de peças, embalagens de cartão e restos de material informático são parte do cenário degradante que se encontra dentro das amplas instalações do Bloco de Representações, na Rua do Flecheiro, perto do acampamento de famílias de etnia cigana, em Tomar. O cheiro é insuportável, queixando-se os moradores das proximidades que muitos utilizam as instalações como casa-de-banho configurando o mesmo um caso de saúde pública. Nota-se que tudo foi remexido, consequência de quem procurava algo de valor e nem os documentos da empresa que, durante décadas, abasteceu o tecido empresarial tomarense, foram poupados encontrando-se espalhados pelas várias divisões. O mesmo se passa numa antiga fábrica, pertencente à mesma empresa, situada na mesma rua.“Há pessoas que se sentem ofendidas e incomodadas com quem, sem qualquer pudor, ali faz as necessidades fisiológicas, o que é observável da janela dos prédios circundantes”, revelou um desses moradores. Duas mulheres de etnia cigana que, entretanto, passaram no local descreveram que por ali abundam “ratazanas do tamanho de coelhos”, um perigo para as crianças que brincam nas imediações.A insolvência da empresa “Bloco de Representações”, que vendia máquinas, material e acessórios diversos para indústrias, foi decretada em Setembro de 2011. Sem um plano de recuperação viável, realizou-se o leilão e a consequente venda do recheio, deixando o edifício de ter sistema de videovigilância. Há algumas semanas as portas foram arrombadas e tudo o que se encontra no seu interior está a saque, embora pouca coisa se aproveite. De acordo com o apurado, as portas já foram por diversas vezes vedadas mas acabam por ser arrombadas sendo que, a pouco e pouco, o recheio vai desaparecendo agravando o estado de ruína do edifício. O presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD), disse a O MIRANTE que os actuais proprietários já foram notificados para que voltem a vedar o acesso ao edifício. Caso a situação se mantenha, acrescenta, a autarquia pode substituir-se ao proprietário e avançar “com uma medida mais eficaz e definitiva que impeça a utilização indevida das instalações”. Mesmo em frente às instalações do Bloco de Representações, o cenário pode vir a repetir-se daqui a uns meses uma vez que a serralharia Manuel Batista dos Santos, empresa que se dedicava ao fabrico de caixilhos em alumínio, estores e grades, encontra-se igualmente fechada e em processo de insolvência.

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