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Paulo Picoto

Paulo Picoto

Mediador de Seguros, 47 anos, Santarém

“Só consigo estar abstraído do impacto do telemóvel se estiver fora do país num fuso horário completamente oposto, para que saiba de antemão que o meu cliente dificilmente me irá contactar”* * *“Gosto de um bom vinho com um bom prato. Como os amigos dizem, sou um bom garfo, aprecio todo o tipo de cozinha, desde a cozinha tradicional portuguesa à cozinha internacional”* * *“Em termos políticos colocaria todos os políticos dos últimos 15 anos que passaram pelo Governo, quase sem excepção, na guilhotina. Não lhes perdoaria, porque se hoje estamos neste estado caótico deveu-se aos erros que cometeram”

Edição de 04.06.2014 | Agora falo eu
Concorda com a proposta de mudança de localização da estátua evocativa de Salgueiro Maia em Santarém?Concordo. Apesar do sítio onde se encontra ter alguma visibilidade para quem entra e quem sai da cidade, penso que o monumento ganhava outra dignidade se estivesse num sítio onde as pessoas mais facilmente circulassem pedonalmente. Não só as gerações que viveram o 25 de Abril, mas também as gerações futuras. Penso que devia ser feito um estudo aprofundado, que auscultasse a população e os autarcas e que o local escolhido fosse de comum consenso.Se pudesse encarnar uma personagem por um dia, qual escolheria?Talvez Winston Churchill. Revejo-me em algumas posições muito radicais, porque hoje penso que o Estado português e a sociedade precisa de um Churchill ou talvez até um pouco mais. Há necessidade de repararmos e repensarmos todo um país e toda uma sociedade, que foi isso que esse personagem fez no tempo da Segunda Guerra Mundial. Foi sentar as várias facções existentes à época e em termos de poder bélico tentar dar a volta a uma ditadura. Porque nós hoje vivemos numa liberdade que eu costumo dizer que é uma liberdade encapuçada. Usa agenda para planear o seu dia-a-dia?Muito! Infelizmente na actividade em que vivo cada vez mais a agenda digital é preponderante. Tenho agenda em suporte papel mas é quase um pré-histórico, não diria um dinossauro, mas para lá caminha! (risos). Hoje em dia os meios tecnológicos permitem-nos a todo o momento actualizarmos e alterarmos os dados e não faz sentido andarmos ali com uma agenda em papel para visualizar. A agenda digital é muito mais cómoda.Conseguia viver sem telemóvel?Se mudasse de profissão seria capaz. Sou teledependente. Só consigo estar abstraído do impacto do telemóvel se estiver fora do país num fuso horário completamente oposto, para que saiba de antemão que o meu cliente dificilmente me irá contactar. Quando me implantei no mercado fi-lo com a convicção do princípio da proximidade e disponibilidade a toda a hora para o meu cliente.É adepto das redes sociais?Não sou um adepto fervoroso. Sei que muitas vezes precisamos das redes sociais para comunicar, mas não sou dependente das redes sociais. Que seguro aconselharia a Pedro Passos Coelho?Ao nosso primeiro-ministro aconselhava um seguro de responsabilidade civil para os danos colaterais que veio provocando, de forma a que as pessoas lesadas pudessem ser ressarcidas.Quando convida amigos para jantar escolhe sempre vinhos do Ribatejo?Sou um apreciador de bons vinhos, sejam eles do Ribatejo, Douro ou Alentejo. Gosto de um bom vinho com um bom prato. Como os amigos dizem, sou um bom garfo. Aprecio todo o tipo de cozinha, desde a cozinha tradicional portuguesa à cozinha internacional. Gosto de procurar e experimentar novos pratos, novas culturas e novas tradições.Nas férias prefere praia, campo ou neve?Neve nunca, normalmente mais praia. Mas hoje procuramos no seio familiar conciliar a praia com o campo da cultura e do lazer. Tenho muitos destinos de eleição, amante como sou das culturas pré-históricas, adoro tudo quanto esteja relacionado com civilizações ancestrais. A quem é que colocava a “cabeça no cepo”, metaforicamente falando?Em termos políticos colocaria todos os políticos dos últimos 15 anos que passaram pelo Governo, quase sem excepção, na guilhotina. Não perdoaria a um, porque se hoje estamos neste estado caótico que estamos deveu-se aos erros cometidos. Os políticos são os principais responsáveis pelo caos em que o país se encontra.
Paulo Picoto

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