
A paixão pela cultura avieira em forma de arte
Não é habitual encontrar um artesão jovem a trabalhar ao vivo para o público. Na 28.ª Feira do Tejo de Vila Nova da Barquinha, Rui Miguel São Pedro, 37 anos, natural desse concelho, é o rosto desta descoberta. A paixão nasceu quando, ainda jovem, nos tempos livres, moldava a madeira e via o que dela era possível fazer. Desde criança que constrói barcos em miniatura, a partir de material reciclado, tendo adoptado o nome artístico de “Miguel Homem”, uma homenagem ao pai, João Homem, de quem herdou o gosto pelo artesanato e pela cultura avieira. “O meu pai constrói barcos para os pescadores do Tejo e comecei a fazer estes em miniatura que são réplicas dos reais”, explica a O MIRANTE enquanto trabalha o material. O jovem artesão foi produzindo as suas miniaturas de acordo com uma escala que elabora mentalmente e sem precisar de recorrer às medidas proporcionais ao tamanho real. No stand, cada barco custa 10 euros mas há quem possa habilitar-se a ganhar um através de uma rifa. O tempo que leva a construir um destes exemplares varia porque o artista é um perfeccionista assumido. “Não faço contas ao tempo. Prefiro que a peça fique perfeita”, diz. Miguel Homem está habituado a receber elogios de quem aprecia a sua arte e, por este motivo, decidiu colocar um livro para registar essas opiniões, que acabam por ser a maior recompensa para quem faz isto por passatempo. Elsa Ribeiro Gonçalves

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