
Festival Guitarra D’Alma em Almeirim vai ter ateliê de construção de instrumentos
Depois do sucesso do primeiro festival de guitarra em Almeirim o promotor do evento, o guitarrista Custódio Castelo, já está a preparar a segunda edição que vai ter ateliês dedicados a este instrumento. No final do concerto que encerrou o festival, no sábado à noite, 29 de Novembro, o músico do concelho de Almeirim revelou que vai ser possível na próxima edição as pessoas inscreverem-se numa iniciativa em que vão poder construir a sua própria guitarra. O músico não revela o resto do figurino do festival, adiantando apenas que este vai contar com a participação do Ensemble de Guitarras composto por alunos de Custódio Castelo na Escola Superior de Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde o músico lecciona o único curso superior de guitarra em Portugal. A ideia é ter a participação dos alunos em todos os festivais, sempre com elementos diferentes de ano para ano. O primeiro festival, que decorreu de 22 a 29 de Novembro, é uma aposta ganha no entender do presidente da Câmara de Almeirim que organiza a iniciativa em parceria com o guitarrista. O quinteto Custódio Castelo encerrou o festival Guitarra D’Alma com um concerto que cativou o público, que enchia o cine-teatro da cidade. Horas antes de o espectáculo começar a sala já estava esgotada e houve gente que ficou à porta por não ter bilhete. Antes, num debate, Custódio Castelo lembrou que a primeira vez que viu o mestre Carlos Paredes foi numa festa popular em Paço dos Negros, onde o público estava mais interessado nos copos do que na música e nas histórias do guitarrista. O festival constituiu um grande momento cultural no concelho de Almeirim.Um dos momentos que mais sensibilizou o guitarrista do concelho de Almeirim foi a abertura da exposição na Galeria Municipal de Almeirim no dia 23 de Novembro. Custódio Castelo ficou encantado com os trabalhos dos alunos das escolas do concelho que foram desafiados a representar a guitarra. E corresponderam com trabalhos feitos em diversos materiais que para o guitarrista são verdadeiras obras-primas da sensibilidade das crianças para com este instrumento. Uma iniciativa que foi também uma forma de cativar os mais novos para este instrumento que, como diz o músico, é um símbolo do país e do povo. Os trabalhos dos alunos vão ficar ainda mais algum tempo expostos na galeria mas há já a perspectiva de virem a ser expostos em outros locais. Está certo para já uma exposição de uma selecção de trabalhos que vai ser feita em Castelo Branco, cidade à qual o músico está ligado como professor. Mas a câmara municipal e o guitarrista estão também a tratar de colocar a exposição no Museu do Fado, em Lisboa.

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