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Não há rasto do manuscrito de quatro mil euros desaparecido

Edição de 03.12.2014 | Sociedade
Dois anos após se ter dado pela falta do manuscrito de D. Sebastião que custou quatro mil euros à Câmara de Almeirim, o documento ainda não foi encontrado nem há rasto dele, apesar das investigações da Polícia Judiciária. Teme-se que o documento histórico, escrito pelo rei em Almeirim e que faz referência à localidade, possa ter ido parar ao lixo inadvertidamente. O edifício da câmara já foi vasculhado e é dado como adquirido que não está nas instalações. O presidente da autarquia, Pedro Ribeiro, em declarações a O MIRANTE, limita-se a dizer que a Judiciária continua a investigar. Quando tomou posse, em Outubro do ano passado, o actual presidente da câmara, Pedro Ribeiro, mandou procurar o documento quinhentista, comprado há 10 anos num alfarrabista. Isto após um alerta de Elias Cachado Rodrigues, entusiasta da história local, que questionou a câmara sobre o paradeiro do documento, uma vez que este não fez parte da exposição dedicada aos 600 anos de Almeirim, que se comemorou em 2012. O ex-presidente, Sousa Gomes, também já tinha sido alertado para o desaparecimento do manuscrito, mas não deu grande importância ao facto. Em declarações feitas na altura a O MIRANTE disse: “Quem é que está interessado em documentos tão antigos? Nem toda a gente dá importância a um documento destes”. Sousa Gomes disse mesmo que este devia estar num armário do seu gabinete. Foi Pedro Ribeiro que logo após assumir funções apresentou queixa na GNR, que comunicou o caso à Polícia Judiciária.

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