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Vigilante Serafim das Neves

Edição de 17.12.2014 | E-mails do outro mundo
O chefe de gabinete da presidente da Câmara Municipal de Tomar, e seu companheiro, incentivou o vereador do PSD e presidente da estrutura local daquele partido, João Tenreiro, a cometer um assassinato. Tudo aconteceu depois de Luís Ferreira ler a entrevista que ele concedeu a O MIRANTE. Escreveu ele no Facebook: “Incomoda-o que eu exista? Pois tem bom remédio: execute-me ou mande-me executar.”. Assim tal e qual. Cá por mim, espero sinceramente que João Tenreiro não seja Jiahdista nem membro do Estado Islâmico. A última coisa que me apetecia receber de prenda no Natal era um vídeo do Luís Ferreira ajoelhado, seja na areia... ou noutro lado qualquer. Um chefe de gabinete e companheiro de uma presidente de câmara devia contar até vinte, quiçá até cinquenta, antes de desatar a escrever no Facebook como se aquela rede social fosse acabar amanhã. Eu sei que é um vício antigo e que sempre fica mais barato ao erário público pagar-lhe para ele teclar barbaridades do que interná-lo para desintoxicação. Mas mesmo assim...Luís Ferreira também se queixa de um pasquim que lhe move um assédio moral há dez anos. Será alguém que a quer converter ao islão? Se for isso tenho que reconhecer que o homem tem fibra. Dez anos a resistir a tanto assédio é obra. Nem a minha primeira namorada, que era altamente resistente, resistiu tanto tempo às depravadas propostas que lhe fiz.Quem também tem muita fibra mas pouco papel higiénico é aquele leitor que limpou o rabo às páginas do jornal onde foi publicada a entrevista com o vereador António Figueiredo, da Câmara de Rio Maior, e lhas fez chegar por carta. Foi um gesto bonito, sim senhor. Como o vereador é do PCP, partido que não se cansa de dizer que o Governo nos anda roubar, nada melhor que mandar ao autarca uma prova provada de que tem razão que, por este andar, ainda acabamos por voltar a usar a tradicional folha de couve...ou mesmo os dedos, quem sabe...António Figueiredo diz que vai mandar aquilo para o Ministério Público. Cá por mim devia era mandar para o Tribunal Constitucional. Não sei se o direito a limpar o rabo com papel macio e perfumado está na Constituição mas se não está, devia estar. Uma declaração de inconstitucionalidade dava muito jeito nesta altura ao PCP. E a quem possa dizer que o assunto não é importante respondo que já vi guerras começarem por menos. Em Almeirim andou alguém a roubar as passadeiras vermelhas que os comerciantes tinham colocado nas ruas. Cá para mim, a culpa é do Papa Francisco que apregoa a pobreza com mais eficácia que a Scarlett Johansson nas campanhas dos perfumes Dolce & Gabanna. Alguém o deve ter visto pôr de lado os sapatos vermelhos do Vaticano para continuar a usar os sapatos já cambados que usava lá na terra dele e decidiu que era um sacrilégio andarem a estender passadeiras vermelhas ao dinheiro e aos cartões de crédito. Se assim foi, é compreensível. O consumidor tem que sentir a aspereza dos caminhos que pisa e mais a mais em Almeirim onde as ruas são de seixos...à moda antiga. Não perco uma oportunidade de assistir aos poucos espectáculos que as câmaras municipais ainda conseguem oferecer aos munícipes e tenho reparado numa coisa interessante, principalmente nos concelhos onde o poder mudou de mãos. Os antigos presidentes de câmara, que não perdiam um concerto, deixaram de aparecer. Os novos, que nunca assistiam a nenhum, estão em todos. Acho que é a isto que se chama a...renovação de públicos!Saudações natalíciasManuel Serra d’Aire

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