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Construção e uso da bateira avieira candidata a Património Nacional Imaterial

Edição de 22.07.2015 | Sociedade
O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) submeteu à Direcção Geral do Património Cultural uma proposta de candidatura das artes e saberes de construção e uso da bateira avieira no Tejo ao inventário nacional do Património Nacional Imaterial.Teresa Serrano, vice-presidente do IPS e coordenadora do projecto de preservação da cultura avieira, disse à agência Lusa que a candidatura já foi entregue, acreditando que até ao final do ano possa haver uma decisão. A candidatura resulta da vontade de conseguir a classificação da cultura avieira - oriunda das comunidades piscatórias de Vieira de Leiria que no início do século XX migraram para as margens do Tejo e do Sado - como Património Nacional Imaterial.Este é um dos projectos âncora de um plano mais amplo, iniciado em 2009 e envolvendo entidades públicas e privadas, visando recuperar as manifestações culturais das populações ribeirinhas e promover o turismo ao longo do rio Tejo.Teresa Serrano disse à Lusa que o facto de a classificação só ser possível para “manifestações vivas” levou a que tivesse que ser seleccionado o elemento que ainda hoje existe, a bateira, estudada na aldeia avieira das Caneiras, no concelho de Santarém, por uma equipa de antropólogos, que desenvolveu a “componente etnográfica” da candidatura.Teresa Serrano adiantou que o IPS irá disponibilizar brevemente um e-atlas sobre a cultura avieira, as zonas ribeirinhas e as comunidades aí residentes, em que será disponibilizado o trabalho feito, nomeadamente no âmbito do projecto global, que contou com financiamento do PROVERE - Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, concluído no final de Junho.A coordenadora do projecto disse esperar que ele possa ser retomado no novo quadro comunitário Portugal 2020, adiantando que está em preparação um protocolo a celebrar com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo para preparar uma candidatura à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e alavancar o turismo no rio Tejo.

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