uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Viriato no castelo de Almourol é teatro como se fosse cinema ao vivo

Viriato no castelo de Almourol é teatro como se fosse cinema ao vivo

Viriato, o seu sucessor Táutalo e Audax o general traidor que o matou

“Viriato”, o espectáculo de teatro que o Fatias de Cá apresenta aos sábados, pelas 19h19, em frente do castelo de Almourol, é baseado no romance “A Voz dos Deuses” de João Aguiar. O bilhete custa 22€22 e inclui “banquete”: reservas@fatiasdecá.net ou 960 303 991

Em 147 a.C., quando Viriato se torna o comandante dos Lusitanos na luta contra Roma, ficaram também conhecidos dois dos seus generais, embora por razões opostas: Táutalo, príncipe de Conímbriga, o sucessor de Viriato, e Audax, rei de Urso, o assassino de Viriato.Por essa altura, havia inúmeros chefes e reis na Ibéria. A colonização romana começou pelo sul, pela actual Andaluzia, e foi-se espalhando pelo Estremadura e pelo Algarve. A primeira grande resistência que os romanos encontraram situou-se no curso do rio Tejo, principalmente devido à ignóbil atitude do governador Galba que, depois de ter vencido os Lusitanos, os convidou para um encontro amigável para se estabelecer a paz. No encontro, convence os Lusitanos a entregar as armas e, logo de seguida, manda cortar a mão direita a todos os guerreiros e vende mulheres e crianças como escravos.Viriato foi um dos guerreiros que escapou e tentou congregar todos os Lusitanos sob um comando único, coisa que não foi aceite pelos outros chefes e reis. Dá-se um novo embate contra as legiões romanas chefiadas pelo novo governador, Caio Vetílio. A batalha começou mal e os Lusitanos acabam cercados. Foi enviado um emissário a Caio Vetílio propondo a rendição e este promete deixá-los em paz se os Lusitanos entregassem as armas. Viriato recusa, convence os Lusitanos a aceitarem o seu comando e vence Caio Vetílio. É depois desta vitória que se torna o “caudilho” ou “condestável” do exército lusitano.Durante seis anos, Viriato vai vencendo vários exércitos romanos, incluindo a “distinção” concedida pelo Senado Romano de um exército consular, constituído por 20.000 legionários. Os Lusitanos estavam reduzidos a 6.000 guerreiros. Finalmente Roma concede a Viriato o título de Amicus Populi Romani (título concedido por Roma aos reis aliados) mas, no ano seguinte, volta a declarar guerra aos Lusitanos, exigindo que Viriato prescinda do título. Viriato prescinde, mas o comandante romano, o prócunsul Cepião, manipula um dos generais de Viriato, Audax, prometendo-lhe o título se ele assassinasse Viriato. Audax, acompanhado pelos seus acólitos Ditalco e Minuro, alinha e Viriato é morto enquanto dormia. O sucessor de Viriato, Táutalo, aceita a “pax romana”. Quando Audax foi reivindicar o título a Cepião, este, laconicamente responde: “Roma não paga a traidores!”Audax - Paulo Moura, 50 anosNasceu na Praia do Ribatejo, onde vive. Licenciou-se em Educação Física e é professor em Constância. Entrou para o Fatias de Cá em 1990 e é actualmente membro de nível 5 do Conselho de Teatro e actor de âmbito profissional. Integrou o elenco de um quarteirão de peças, nomeadamente Finzi em “T de Lempicka”, Corto Maltese em “Corto Maltese”, Bernardo Gui em “O Nome da Rosa”, Bulgakov em “Colaboracionistas” ou Cromwell em “A utopia de Thomas More”. É actor no filme “Sonhar Portukália”, bem como nas peças filmadas “Corto Maltese”, “As Ligações Perigosas” e nas, em edição, “A Comissão de Festas” e “Richard III”..
Viriato no castelo de Almourol é teatro como se fosse cinema ao vivo

Mais Notícias

    A carregar...