
Festival de Acordeão no Cartaxo com mais de mil a assistir
Espectáculo foi um êxito e houve quem percorresse muitos quilómetros para ouvir o som mágico do instrumento tocado por quem sabe da arte
Mais de um milhar de pessoas marcou presença no VII Festival de Acordeão do Cartaxo, a maioria vinda de fora desse concelho em excursões. Subiram ao palco do Pavilhão Municipal de Exposições do Cartaxo nomes bem conhecidos do acordeão como Tino Costa, Andreia Cabrita ou a cartaxeira Andreia Sofia Rodrigues que também faz parte da organização. Ricardo Maurício, 62 anos, do Vale de Santarém, e a esposa Cremilde Maurício, 66 anos, foram assistir e aproveitaram para recordar os tempos de juventude quando o acordeão ainda era rei nos bailaricos. Cremilde emociona-se quando ouve o som do acordeão. Ricardo Maurício, que já esteve ligado ao rancho do Vale de Santarém, diz que “há muita gente que nem se apercebe da dificuldade que é tocar este instrumento”. Diz ainda que gostava de ter aprendido a tocar mas nunca conseguiu. Ildefonso Garrido, 63 anos, de Casais da Lapa, concelho do Cartaxo, também recordou o tempo em que “era um rapazola”. Ildefonso veio para ver a menina da terra, Andreia Sofia Rodrigues, que “tem uma boa presença e sabe tocar muito bem”, mas gostava mais que os instrumentistas tocassem “mais músicas para dançar”. As mais de mil pessoas que assistiram ao festival tinham lugar sentado e não havia espaço para o bailarico.Para Jacinto Carvalho, 83 anos, “o acordeão é tudo na vida e o instrumento que mais gosta de ouvir”. Por isso fez umas boas dezenas de quilómetros, de Torres Vedras ao Cartaxo, para poder assistir ao festival. Jacinto veio de autocarro com amigos mas quando era jovem chegou a andar mais de duas horas para ir a um baile de onde só saía de manhã. “Passava por casa para ir buscar o farnel e ia directo para o trabalho no campo”, conta. Jacinto diz ainda que “enquanto viver vai para todo o lado atrás do acordeão”.Andreia Sofia Rodrigues, 19 anos, a única acordeonista da terra presente no festival e também elemento da organização, conta a O MIRANTE que “com o passar dos anos é cada vez mais fácil organizar o evento pela experiência adquirida em anos anteriores”. Esta é já a 7ª edição e contou só com artistas portugueses. Andreia também é professora de acordeão no Cartaxo e emocionou-se quando “os seus meninos” subiram ao palco para tocar uma música. Os lucros do festival reverteram para o Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

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