
Vencedor de Prémio Jovens Músicos é do Entroncamento
Galardão foi entregue em Lisboa, onde teve oportunidade de tocar trompete a solo com a Orquestra Gulbenkian
Bruno Santos começou a sua aprendizagem na Banda Sociedade Filarmónica Riachense, onde ainda toca apesar de estudar em Lisboa. O futuro pode passar pelo estrangeiro.
Bruno Santos, 16 anos, foi um dos vencedores do Prémio Jovens Músicos (PJM). A competição, organizada pela RTP/Antena 2, distinguiu o jovem do Entroncamento na categoria de Solista em Trompete, nível médio (jovens com menos de 21 anos). O momento mais alto para os laureados aconteceu no dia 30 de Setembro, quando tiveram a oportunidade de tocar a solo com a Orquestra Gulbenkian. O concerto foi transmitido em directo na RTP 2, a partir do Grande Auditório da Gulbenkian. “Foi uma experiência incrível. Não é todos os dias que temos a oportunidade de tocar a solo com umas das melhores orquestras em Portugal. No final fiquei muito emocionado. Foi a melhor sensação que tive até hoje”, confessa. Para a família não é uma experiência nova. Em 2006, já o irmão João Pedro Santos pisava o palco da Gulbenkian, como vencedor do PJM em Clarinete e também como vencedor dos vencedores, ao ganhar o Prémio Maestro Silva Pereira (atribuído à melhor interpretação no concerto dos laureados). “O meu irmão João Pedro foi e é uma grande influência para mim. Foi por causa dele que comecei os meus estudos no mundo da música. É o meu ídolo”, afirma Bruno Santos. O futuro pode passar pelo estrangeiro, à semelhança de muitos outros jovens músicos: “Irei fazer provas à Escola Superior de Hamburgo, na Alemanha. O facto de um músico querer ir estudar para o estrangeiro só demonstra a vontade de querer adquirir mais conhecimento musical”.Bruno Santos começou a tocar Clarinete aos 8 anos, na Banda Sociedade Filarmónica Riachense, mas não se adaptou ao instrumento. Por isso, um ano mais tarde, mudou para Trompete. Continua a tocar na Filarmónica Riachense, onde diz ter adquirido as bases que tem hoje: “Só tenho que agradecer tudo o que eles fizeram por mim. Foram impecáveis”.Estudou também no Conservatório de Torres Novas Choral Phydellius, durante cinco anos: “Foi lá que comecei a perceber o que era a música com a ajuda do grande professor Luís Carreira. Foi um percurso interessante”. Está agora na Escola Profissional Metropolitana, em Lisboa, onde frequenta o 11º ano. Quis estudar com Reinaldo Guerreiro, o professor da Metropolitana que conheceu num estágio de orquestra em Torres Novas. Está mais desligado da terra, mas volta a casa aos fins-de-semana para estar com a família e ir ao ensaio da banda.

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