
Oposição contra acessos a novo supermercado pela Estrada Nacional 110
Eleitos do movimento Independentes por Tomar preocupados com segurança no local
Os deputados municipais eleitos pelo movimento Independentes por Tomar (IpT) mostraram preocupação, durante a última sessão da assembleia municipal, relativamente ao local onde vai ser construído o novo estabelecimento comercial da cadeia Pingo Doce, que, segundo o projecto urbanístico, será em frente ao quartel do Regimento de Infantaria 15, na cidade. As críticas dos eleitos prendem-se com o facto de estar previsto que o acesso à superfície comercial se faça directamente pela Estrada Nacional 110.“Esta situação vai colocar em risco a segurança de quem utiliza aquela via, criando sérios constrangimentos ao trânsito no local e mesmo inviabilizando um largo troço da via pedonal/ciclovia aí existente, impossibilitando todos os que, em número crescente, a vão utilizando, quer na prática do exercício físico, quer ainda no trajecto de acesso à cidade”, pode ler-se na moção do IpT. A bancada do movimento independente sublinha, no entanto, que concorda com a construção da superfície comercial. A moção para que não se autorize o acesso à superfície comercial pela Estrada Nacional 110 foi aprovada por maioria.Já na última reunião de câmara, o vereador do IpT, Pedro Marques, voltou a alertar para o perigo de acidentes com os acessos ao Pingo Doce a fazerem-se directamente pela EN 110. A oposição na câmara municipal já tinha criticado a localização desse empreendimento. Pedro Marques considera que as pessoas que ali circulam diariamente e que ali vivem vão ser prejudicadas. “Na cidade há muito espaço para instalar esta superfície comercial. Naquele local vai criar constrangimentos e vai ser um pólo de conflito do trânsito para quem entra e para quem sai do Pingo Doce. Concordo que se instalem ali mas com a entrada noutro local”, referiu.O vereador António Jorge (PSD) sublinhou que tem que ser acautelada a circulação de peões e que, com a obra, a ciclovia que já ali existe vai ter que ser destruída. Disse ainda que está em desacordo com o projecto por causa do acesso à superfície comercial ser feito pela EN 110. “Temos que nos preocupar com a segurança dos munícipes”, disse. O vereador com o pelouro do Urbanismo, Rui Serrano (PS), garantiu que as questões técnicas de acessibilidades ao local estão salvaguardadas. “O local vai ter bolsa de desaceleração e todas as situações foram analisadas. Este grupo andava há três anos à procura de local para se instalar em Tomar. Desde o início das negociações que as situações dos acessos foram abordadas e discutidas e está tudo salvaguardado”, referiu.

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