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Areia usada nas esperas de toiros pode ter como destino a agricultura

Todos os anos, no Colete Encarnado e na Feira de Outubro, são usadas toneladas de areia para cobrir as ruas da cidade onde depois são largados os toiros. Face à procura por parte de particulares, o município vai regulamentar a cedência para fins agrícolas.

Edição de 21.10.2015 | Economia
A areia usada para cobrir as ruas de Vila Franca de Xira durante as esperas de toiros pode passar a servir para utilização em fins agrícolas. A ideia foi defendida por Alberto Mesquita (PS), presidente do município, depois de vários cidadãos terem pedido à câmara a cedência gratuita de várias porções de areia.O executivo admite mesmo, face à procura, vir a regulamentar essa cedência. “Temos tido alguns pedidos de areia. Vamos ter de regulamentar essa matéria para que possa ser cedida, gratuitamente, mas apenas para fins agrícolas”, explicou o autarca. Alberto Mesquita respondia a um munícipe que foi à última reunião pública lançar um alerta sobre a praga de escaravelhos vermelhos que lhe afectam as palmeiras nas suas propriedades. No final o cidadão pediu à câmara “alguma areia” para minimizar o problema. As esperas da Feira de Outubro voltaram a realizar-se durante cinco dias nas principais ruas da cidade. A melhoria de algumas tronqueiras foi também motivo de discussão na última reunião de câmara, com Rui Pereira, eleito da CDU, a alertar para os “problemas de mobilidade” causadas por aquelas estruturas enquanto ficam instaladas entre o Colete Encarnado e a Feira de Outubro. “Seria interessante ver a possibilidade de relocalizar algumas, até para fora dos passeios. Não é só a questão das cadeiras de rodas e dos carrinhos de bebé, é sobretudo libertar espaço dos passeios”, defendeu.O presidente do município admite que o tema é pertinente e que já ficou entalado sem conseguir passar numa das tronqueiras mas que esse é o objectivo, proteger quem vai assistir às largadas, “uma afirmação da nossa cultura genuína”. O autarca lamenta que não seja fácil a colocação e retirada das tronqueiras, por ser um processo “fisicamente bastante violento”. Mas garantiu que os serviços vão estudar uma forma de melhorar a disposição das tronqueiras entre as festas, de forma a poder melhorar a mobilidade dentro dos passeios da cidade.

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