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Bemposta não desiste e quer paragem do comboio na freguesia

Presidente da junta diz que vai continuar a insistir junto da CP
Edição de 29.12.2015 | Sociedade
A população da Bemposta continua à espera de ver parar o comboio na sua freguesia. Uma ambição surgida depois da reactivação da Linha do Leste, que esteve quatro anos fora de serviço, com ligações ferroviárias entre o Entroncamento e Portalegre às sextas-feiras e domingos. O presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, Manuel Alves, diz já ter pedido explicações à CP por esse comboio regional não ter paragem na Bemposta, no concelho de Abrantes. Segundo o autarca, a população está indignada e surgem vozes de cortar a linha para reivindicar a paragem do comboio nessa estação. Manuel Alves diz que está a tentar encontrar uma forma diplomática de reivindicar a questão mas lamenta a falta de respostas por parte da CP. Para o autarca continua a não fazer sentido o comboio não parar na estação da Bemposta. “É como dizer que passa um rio à minha porta mas eu não posso tomar banho naquele rio. Trata-se de um serviço público”, refere o autarca.A CP reabriu a ligação entre o Entroncamento e Portalegre no dia 25 de Setembro de 2015, às sextas e domingos, com o objectivo de facilitar as viagens de fim-de-semana de centenas de estudantes universitários, militares da Escola Prática da GNR e alunos da escola de pilotos de Ponte de Sor.Pouco tempo depois, a Assembleia Municipal de Abrantes decidiu manifestar o seu desagrado e protesto à CP reclamando que incluísse a Bemposta como ponto de paragem da Linha Leste. “Não fomos tidos nem achados na escolha das paragens em concreto, não fomos sequer convidados para uma inauguração que aconteceu na nossa casa. Isto para nós é muito preocupante porque quando precisam de nós e nos vêm pedir ajuda para fazer a manutenção do Largo da Estação, estamos disponíveis, mas para a festa propriamente, não fomos convidados”, afirmou na altura Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes.A CP, através do seu Gabinete de Comunicação, disse a O MIRANTE que “a iniciativa de estabelecer as ligações ferroviárias a Portalegre, nos termos em que as mesmas acontecem, decorre de um protocolo assinado entre a CP - Comboios de Portugal, a Infraestruturas de Portugal, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e os Municípios de Portalegre, Crato, Alter do Chão e Ponte Sor”. Diz ainda que “as características dos serviços são aquelas que foram acordadas por todas as entidades subscritoras deste protocolo”.

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