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Núcleo Sportinguista de Torres Novas festeja 25 anos e gostava de ter mais apoios como prenda

Núcleo Sportinguista de Torres Novas festeja 25 anos e gostava de ter mais apoios como prenda

Atletismo e futsal são as modalidades que dão rosto à associação

Colectividade esteve alguns anos inactiva e ressurgiu em 2007 com novo fôlego graças à carolice e persistência de alguns dirigentes, que pedem mais desenvolvimento dos sócios e mais apoios institucionais. No sábado festeja-se mais um aniversário.

Edição de 13.01.2016 | Desporto
Fundado a 11 de Janeiro de 1991, o Núcleo Sportinguista de Torres Novas comemora este ano o seu 25º aniversário. Para assinalar a data vai realizar um almoço comemorativo já no sábado, 16 de Janeiro, pelas 12h00, no Mercado do Peixe, em Torres Novas. A colectividade foi criada por sete elementos, alguns já falecidos, casos de Hugo Sarmento, que inclusive foi jogador do Sporting, Luís Filipe e Fernando Neves. Os restantes, Hélder Duque, António Videira, Manuel Escudeiro e Domingos Tarouco, irão ser homenageados presencialmente na cerimónia dos 25 anos. O núcleo esteve sem actividade durante cerca de 10 anos, até que em 2007 um grupo de sportinguistas, liderado por Francisco Granata e de onde consta o actual presidente da direcção, Francisco Bragança, decidiram reactivar a colectividade. Estiveram ainda algum tempo à procura de uma sede e em Janeiro de 2008 inauguraram-na num edifício da Paróquia de Torres Novas junto à antiga garagem dos Claras. O espólio também teve de ser recuperado e nem tudo se conseguiu salvar.Uma das primeiras preocupações após a reactivação foi recuperar os sócios espalhados pelo concelho e consolidar o núcleo. Actualmente têm cerca de 700 sócios embora só metade tenha a quotização em dia. A actividade desportiva surgiu cerca de dois anos depois e hoje mantêm duas modalidades em pleno, o futsal e o atletismo. No futsal foi criada uma academia através de um protocolo estabelecido com dois professores. Aposta essencialmente na formação, com equipas dos escalões de petizes até aos infantis que competem nos campeonatos distritais. São cerca de 53 crianças federadas a praticar a modalidade. Alguns jovens que já estão nos escalões de iniciados ainda treinam com a equipa. “O que interessa é competir para os miúdos se divertirem, o que interessa é poderem praticar desporto”, refere Carlos Filipe, membro da direcção mais ligado ao futsal. O atletismo surgiu por iniciativa de pais de alguns atletas que apareciam no núcleo a manifestar interesse em praticar a modalidade, após alguns desentendimentos noutro clube da cidade. Para não deixar os jovens sem outro local no concelho para praticar esse desporto, a direcção acabou por aceitar o desafio. Hoje os seus 48 atletas têm trazido excelentes resultados e são motivo de orgulho. Há duas jovens campeãs nacionais no Olímpico Jovem, Nádia Carvalho nos 1500 obstáculos e Fabiana Costa nos 1000 metros. Os atletas treinam pela cidade e no Estádio Municipal mas as condições para treino em pista não são as melhores. Às vezes têm mesmo de sair para Alcanena ou Golegã, por exemplo. Francisco Bragança diz que já pediu a marcação de uma reunião com a Câmara de Torres Novas, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo e o coordenador do atletismo de Santarém para tentar ajudar o município a instalar uma pista de tartan no estádio. Apesar disso, reconhece que a autarquia “faz o que pode” em termos de apoios. “Podemos afirmar que todos os pedidos que temos feito à câmara têm sido respondidos. Dentro das suas limitações têm-nos ajudado”, garante. Direcção lamenta falta de apoio do SportingPara o futuro não há outras modalidades em perspectiva. O núcleo não pretende competir ou rivalizar com outras associações da cidade, a única excepção foi mesmo o atletismo. Se surgir outra modalidade, será porque ela não existe noutro lado. São as iniciativas que desenvolve ou onde participa, como a Feira Medieval ou as Festas da Cidade, que vão ajudando à sobrevivência. A renda que pagam pela sede cedida pelas Paróquias de Torres Novas é elevada, embora tenha havido recentemente uma redução. Francisco Bragança lamenta a falta de apoio que vem da parte Sporting para os seus núcleos. “Há uma frieza no que toca ao apoio aos núcleos, devia de existir mais apoio”, atira. Embora os sócios adiram às excursões e vão à sede e a encham sobretudo para verem na televisão os jogos das equipas dos leões, a direcção lamenta a falta de envolvimento dos mesmos na organização das diversas iniciativas. Mesmo assim alguns ajudam, como é o caso do Sr. António Neves, que está praticamente todos os dias de serviço no bar e que merece todo o reconhecimento da direcção. É com esta carolice e persistência que o Núcleo vai mantendo as portas abertas. Por isso Francisco Bragança faz questão de apelar a todos os que gostem do Sporting para apoiarem e ajudarem a direcção: “Temos lutado e enfrentado bastantes dificuldades. Tem sido com o esforço de todos que temos a sede activa. Pedimos a todos que venham ajudar para que o passado não se repita e o núcleo não volte a ficar inactivo”.
Núcleo Sportinguista de Torres Novas festeja 25 anos e gostava de ter mais apoios como prenda

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