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Alegado insulto do presidente de Alpiarça a vereador da oposição volta a dar discussão

Alegado insulto do presidente de Alpiarça a vereador da oposição volta a dar discussão

Eleito do PPD/PSD-MPT recusa aprovação de actas alegando omissão de conteúdos

O vereador Francisco Cunha confirmou a O MIRANTE que apresentou queixa no Ministério Público contra o presidente da Câmara mas ainda não há qualquer decisão. É a terceira queixa apresentada pelo autarca desde o início do mandato.

Edição de 13.01.2016 | Sociedade
A aprovação de dez actas em atraso, relativas a reuniões do executivo municipal de Alpiarça realizadas no último semestre de 2014 e de quatro relativas a reuniões de 2015, serviu de pretexto ao vereador Francisco Cunha da coligação PPD/PSD-MPT, para voltar a acusar o presidente da câmara, Mário Pereira (CDU), de o ter insultado no decurso da reunião de 10 de Setembro de 2014, ocorrência que o visado nega.O vereador votou contra a aprovação de todas as actas em atraso, colocadas à discussão no período de antes da ordem de trabalhos da reunião de sexta-feira, 8 de Janeiro, justificando aquela atitude com o facto de o pretenso insulto, de que diz ter sido alvo, não estar mencionado na respectiva acta e de as actas, de uma maneira geral, não reflectirem o que é dito nas reuniões. Esta posição tem sido manifestada ao longo de todo o mandato por Francisco Cunha, que para além de responsabilizar o presidente da câmara por tal facto, também já responsabilizou a trabalhadora que secretaria as reuniões. As actas foram aprovadas com os votos favoráveis dos três eleitos da maioria e a abstenção do vereador do PS. A aprovação de todas as actas em atraso era uma antiga reivindicação dos vereadores da oposição estando nesta altura a situação praticamente regularizada.Após a votação, o vereador fez uma declaração onde explica que votou contra a acta da reunião de 10 de Setembro de 2014 “porque quando o senhor presidente respondia a um munícipe sobre uma questão relacionada com as AEC`S- Actividades de Enriquecimento Curricular, eu instei o senhor presidente a dizer a verdade e responder ao munícipe com verdade e sem subterfúgios e para admiração e indignação de todos o senhor presidente disse alto e em bom som, “vai pró car...”. Perante tal ofensa, falta de educação e falta de respeito, eu disse que para quem é professor e presidente de câmara estes actos são além de inadequados, são inadmissíveis”. Francisco Cunha disse ainda que essa parte da reunião foi “censurada e cortada na gravação vídeo, com a alegada justificação de que a reunião de câmara estava interrompida, o que, como todos sabemos, é pura mentira”.O alegado insulto de que o vereador PPD/PSD-MPT diz ter sido vítima terá ocorrido no final da reunião de 10 de Setembro de 2014, numa altura em que o jornalista de O MIRANTE, que acompanhava a mesma, já não se encontrava na sala. Na altura, em declarações ao jornal online Observador, Mário Pereira confirmou ter havido uma altercação entre os dois mas nega ter insultado o eleito da oposição. “Quem me ofendeu foi ele. Eu estava a responder a um munícipe e ele interrompe-me e chama-me mentiroso”, declarou. Na altura dos acontecimentos, e dado que as reuniões da Câmara de Alpiarça são gravadas para posterior divulgação online, O MIRANTE consultou a gravação tendo verificado que o insulto de que o vereador Francisco Cunha diz ter sido alvo, ou não tinha sido registado ou não fora incluído no vídeo disponibilizado. Na linha do tempo do vídeo, aos 4:19:52, pouco tempo antes de ser aprovada em minuta e por unanimidade a acta da reunião, o presidente da câmara, desabafa em voz alta, olhando na direcção do vereador: “Este gajo sabe que eu me passo sempre que me chamam mentiroso e por isso é que me faz isto”. A reunião termina às 4:21:34 sem mais nenhuma intervenção, sendo ainda visível que os presentes se começam a levantar para abandonarem a sala.Três queixas ao Ministério Público em três anosO vereador Francisco Cunha, eleito pela coligação PPD/PSD-MPT, confirmou a O MIRANTE que apresentou três queixas no Ministério Público, relacionadas com a sua actividade política na Câmara de Alpiarça, ao longo do actual mandato. Uma contra o chefe de gabinete do presidente e eleito da assembleia municipal pela CDU, João Osório, outra contra um cidadão com o fundamento que o mesmo o insultou no decurso de uma reunião pública do executivo e outra ainda contra o presidente da câmara, Mário Pereira (CDU), na sequência do incidente que terá ocorrido na reunião de 10 de Setembro de 2014.
Alegado insulto do presidente de Alpiarça a vereador da oposição volta a dar discussão

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