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Não se calam as vozes em defesa da festa brava em Vila Franca de Xira

Eleitos da assembleia de freguesia aprovaram duas moções em defesa dos toiros

“Inúmeras vezes, e de uma forma que tem vindo a tornar-se agressiva, outros portugueses movidos por interesses de origem duvidosa nos têm atacado, vilipendiado e ofendido só porque amamos a festa de toiros e queremos ter o direito a vivê-la plenamente”, consideram os eleitos.

Edição de 13.01.2016 | Sociedade
Os eleitos da Assembleia de Freguesia de Vila Franca de Xira assumiram na última semana o seu firme compromisso na defesa da festa brava e das tradições tauromáquicas da cidade e do concelho aprovando duas moções sobre o tema.Na primeira, apresentada pela bancada do Partido Socialista e aprovada por unanimidade, foi assumido o compromisso dos eleitos da cidade em promover a defesa da cultura local tauromáquica e de outras manifestações taurinas, custe o que custar, por entenderem que o registo identitário de qualquer comunidade é importante e que os toiros fazem parte da identidade de Vila Franca de Xira. “A defesa da cultura tauromáquica e da festa brava é um imperativo cultural mas também democrático, pois simboliza a tolerância e respeito pelas práticas culturais de cada comunidade”, lê-se no documento. Na moção socialista os eleitos dizem que “não seria compreensível” olhar para a Lezíria sem a referência dos toiros bravos, que marcam a paisagem do Ribatejo. “Ganaderos, campinos, criadores e proprietários assumem ali uma forma de vida que integra ainda hoje o imaginário colectivo dos vilafranquenses”, notam.Na mesma assembleia foi aprovada outra moção em defesa da festa dos toiros na cidade, apresentada pela Coligação Novo Rumo (liderada pelo PSD), onde se exige ao novo primeiro-ministro que respeite e cumpra a legislação que regula a festa dos toiros em Portugal, “legislação que permitiu, permite e permitirá a existência entre os cidadãos portugueses de um respeito às opções de cada um, ao respeito e salvaguarda do animal, postura que preserva a nossa identidade enquanto povo”. Na mesma moção, aprovada com as abstenções do PS, os eleitos lembram que os vilafranquenses “são cidadãos tão dignos como quaisquer outros” e que estes não são “menos nem mais violentos do que os cidadãos portugueses de qualquer outro lugar”. No texto é defendido o “orgulho na memória colectiva” assente na festa brava, e da necessidade de a defender “com todas as forças e meios democráticos”.“Inúmeras vezes, e de uma forma que tem vindo a tornar-se mais frequente e agressiva, outros portugueses movidos por interesses de origem duvidosa nos têm atacado, vilipendiado e ofendido só porque amamos a festa de toiros e queremos ter o direito a vivê-la plenamente”, consideram os eleitos. Na moção da coligação está também um desabafo: “não esperaríamos ouvir do primeiro-ministro a intenção de colocar nas autarquias a função de pôr fim às touradas. Não decidir o seu futuro, mas de forma crua, pôr-lhes fim”, lamentam.Na última semana o presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS) também manifestou a sua preocupação face à intenção do Governo em mexer na legislação que tutela os espectáculos taurinos e assumiu que vai escrever directamente ao primeiro-ministro a vincar a posição de desagrado do seu município.

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