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O médico de Abrantes em greve de fome mas a trabalhar e a segurança dos doentes

Edição de 06.04.2016 | O Mirante dos Leitores
Um médico que, trabalhando num hospital público como o de Abrantes, conseguiu fazer, segundo disse, trezentas horas de trabalho para uma empresa privada durante um Verão ganhando oito mil euros em horas, já levanta questões interessantes. Mas que o mesmo médico decida fazer greve de fome num hospital público que sempre lhe pagou a tempo e horas e ainda o autoriza a ganhar horas por fora trabalhando para uma empresa privada de prestação de serviços médicos, é mesmo um caso para estudo.Graça MartinsAcompanhei este assunto. Como metia a frase greve de fome não houve cão nem gato, digamos assim e referindo-me aos órgãos de comunicação social, que não pegasse no assunto. Penso que O MIRANTE terá sido o único a questionar o Hospital de Abrantes sobre a situação anómala de haver um médico que dizia estar a fazer greve de fome, continuar a trabalhar podendo, por isso, cometer erros e pôr em perigo os doentes. Pelo que li os responsáveis pelo hospital não sabiam de nada e só depois de contactados pelo jornal tomaram a posição que se exigia. Agora o médico diz que teve a solidariedade da Ordem dos Médicos e da Presidência da República. Era bom que se averiguasse que solidariedade foi essa. Não acredito que a Ordem dos Médicos não tenha censurado o médico por estar a fazer greve de fome e de ingestão de líquidos há tantos dias continuando a trabalhar. Já agora, não percebo porque é que o médico fez greve de fome no Hospital de Abrantes que, pelo que percebo lhe paga a tempo e horas e nunca lhe faltou com o pagamento, quando foi uma empresa privada que lhe ficou a dever dinheiro? Porque não tirou férias ou uma licença qualquer e não foi para a porta da empresa fazer o protesto? O meu comentário é para criticar o procedimento deste médico e para dizer que os jornalistas têm que fazer jornalismo em vez de serem meros amplificadores do que qualquer um queira dizer. Se não o fazem não podem querer que os cidadãos continuem a dar atenção ao seu trabalho.    Bruno Valente

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