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Conflito entre vizinhos por causa de lavandaria já pôs câmara ao barulho

Município de Rio Maior reduz horário de funcionamento do estabelecimento e impõe medidas para tentar solucionar o litígio.

Edição de 01.09.2016 | Sociedade

A Câmara de Rio Maior decidiu restringir o horário de funcionamento de uma lavandaria self service da cidade e deu um prazo de 90 dias às proprietárias da loja para tomarem medidas que garantam o cumprimento da lei do ruído. Em causa estão queixas de moradores de um apartamento do prédio da Avenida Marechal Humberto Delgado, no centro da cidade, em cujo rés-do-chão funciona esse serviço.
Duas avaliações efectuadas comprovaram a existência de ruído acima do limite legal, pelo que, pelo menos durante 90 dias, a loja vai ter de encerrar aos domingos e feriados e funcionar nos restantes dias apenas entre as 8h00 e as 20h00. Até agora, tem estado aberta todos os dias das 8h00 às 22h00. A bola fica agora nas mãos da empresa, que se não cumprir com o que lhe é pedido corre o risco de ver fechado o estabelecimento.
A proposta inicial previa o encerramento da loja às 18h00, mas o horário acabou por ser alargado mais duas horas após o debate entre a vereação. A decisão agora tomada procura conciliar os interesses entre as duas partes e encontrar solução para um litígio que nasceu praticamente na mesma altura da abertura da loja, no início do ano passado e que já motivou inclusivamente queixas na GNR e na Provedoria de Justiça.
Na reunião de câmara de 26 de Agosto, uma moradora foi apresentar as suas razões aos autarcas. Paula Santos, que reside num apartamento por cima da loja, diz que a sua família não consegue descansar devido ao ruído e à trepidação que as máquinas de lavar e secar roupa produzem, garantindo que o barulho nalguns dias prossegue bem para lá das 22h00. Queixou-se ainda de ter sido instalada uma grelha ventiladora junto a uma janela da sua casa de onde saem gases e um “calor insuportável”.
No mesmo dia em que o executivo da Câmara de Rio Maior decidiu por unanimidade impor essas medidas, O MIRANTE falou com duas das proprietárias da loja Wash Rio, que não sabiam que o assunto tinha ido a reunião camarária nem tinham conhecimento do teor da decisão. Conceição e Margarida Duarte dizem que se trata de um problema de má vizinhança e afirmam que o negócio não é viável com o horário restringido, garantindo que raramente há máquinas a trabalhar depois das 21h30. “Nunca tivemos intenção de causar problemas à senhora”, garantem.
A Wash Rio é propriedade de três irmãs e a intenção é proceder a mais obras para tentar resolver o assunto. Margarida Duarte sublinha que já fizeram algumas intervenções e acrescenta que também têm avaliações ao ruído encomendadas pela empresa que demonstram que os níveis de ruído estão dentro dos parâmetros legais. Além disso, dizem ter dúvidas que o ruído registado nas avaliações feitas pela CIMLT (Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo) tenha todo origem na lavandaria, pois aquela é uma zona da cidade com muito movimento de trânsito e outras fontes de ruído.

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