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Guerra aberta entre Ateneu e Euterpe por causa das danças de salão
POLÉMICA. Grupo mudou-se de Vila Franca de Xira para Alhandra

Guerra aberta entre Ateneu e Euterpe por causa das danças de salão

Colectividades cortaram relações após a saída de cerca de 40 atletas de dança desportiva da colectividade de Vila Franca de Xira para a associação de Alhandra.

Edição de 09.02.2017 | Cultura e Lazer

O ambiente andava de cortar à faca desde o final do ano quando as danças de salão do Ateneu Artístico Vilafranquense (AAV) se mudaram para a Sociedade Euterpe Alhandrense (SEA) e na última semana as duas associações cortaram mesmo relações.
Em causa está a mudança de quase quatro dezenas de elementos das danças de salão do Ateneu para a Euterpe, com o Ateneu a considerar que a situação é grave e fere, “de forma séria” as regras que presidem à “sã convivência entre associações vizinhas”. Numa carta aberta publicada esta semana e dirigida aos dirigentes da Euterpe, a comissão administrativa do Ateneu condena a aceitação, por parte da associação de Alhandra, de atletas que foram inscritos na Federação Portuguesa de Dança Desportiva com dinheiro do Ateneu.
“Ora, como sabem, a inscrição desses atletas foi feita com dinheiro do AAV (embora se tenha verificado a inscrição, com esse dinheiro, de mais atletas do que aqueles que pertenciam aos nossos quadros, facto cujas razões e consequências seguem um outro processo de averiguação). O AAV não aceitou os pedidos de desvinculação unilateral dos seus atletas sem que os seus direitos mais fundamentais fossem respeitados, como a SEA bem sabe”, refere o Ateneu.
A colectividade de Vila Franca de Xira diz que todo o processo foi “ausente de respeito” e contrário ao espírito de “fair-play e ética associativa”. E vai mais longe, anunciando um corte de relações com a Euterpe enquanto esta “não repuser a normalidade da situação”, acrescentando que vai propor aos sócios a discussão de medidas a tomar, “depois de apurados detalhadamente todos os factos”.
Diz o Ateneu que alguns configuram situações “de eventual incumprimento de normas legais”, que obrigarão a litigar pela defesa dos direitos e interesses da associação. O Ateneu Vilafranquense, recorde-se, está numa complicada situação financeira e sem direcção eleita há vários meses, estando a ser gerida por uma comissão administrativa.

Euterpe diz que queixas “não fazem sentido”
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Euterpe Alhandrense, Jorge Zacarias, estranha todo o processo, entendendo que as relações entre as duas associações “devem ser privadas” e não expostas na praça pública, como o Ateneu decidiu fazer. “Na Euterpe quem pagou as inscrições foram os pais e os alunos, foi o que nos garantiram quando conversámos a possibilidade de receber aqui as danças de salão. Também tivemos atletas da secção de Taekwondo que saíram para outra colectividade e não fomos atrás a pedir o dinheiro que cada um pagou ou não pagou”, refere o dirigente.
Para Jorge Zacarias todo o processo foi transparente e por isso toda esta discussão “não faz sentido”. Assegura que ele próprio esclareceu com o coordenador da secção a questão da mudança e que lhe terá sido garantido que todo o processo estava regularizado. A Euterpe pauta a sua actuação por elevados padrões de respeito e ética e por isso “nunca faria nada” que pudesse ser ilegal ou desonesto para as outras entidades do concelho, assegura o dirigente de Alhandra.

Euterpe Alhandrense reactivou dança desportiva

Como O MIRANTE noticiou, a Euterpe Alhandrense regressou à modalidade de dança desportiva com uma equipa técnica formada por Armando Baptista, Sílvia Carvalho e Paulo César Paulinho, que deixaram o Ateneu. Com os técnicos veio o restante grupo de dançarinos, onde se incluem sete pares campeões nacionais, bem como mais alguns pares dos Alunos de Apolo de Azambuja. Armando Baptista mostrava-se agradado com as condições que a Euterpe lhe proporciona e referiu que a vida no Ateneu era passado, após a direcção do clube ter apresentado cortes ao programa para a modalidade em 2017.

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