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“Há um novo Ribatejo a aparecer que quer fazer parte do século XXI”
Sucesso. Empresários ribatejanos forma elogiados

“Há um novo Ribatejo a aparecer que quer fazer parte do século XXI”

Secretário de Estado da Indústria elogiou empresários ribatejanos durante apresentação, em Santarém, de programa de apoio ao empreendedorismo promovido pela Nersant.

Edição de 09.02.2017 | Economia

“Há um novo Ribatejo a aparecer. O que tenho visto em todo o distrito de Santarém nos últimos tempos garante-me que o Ribatejo quer fazer parte do século XXI. Os jovens querem ser empreendedores e criar os seus próprios negócios e as taxas de sucesso têm sido muito boas”. O elogio é do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, durante a apresentação do programa “Ribatejo Empreende” que decorreu na manhã de sexta-feira, 3 de Fevereiro, nas instalações da Startup Santarém.
A Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém apresentou o Ribatejo Empreende, programa que desde a sua criação, em 2013, gerou sete milhões de euros de investimento, 375 novas empresas e 511 postos de trabalho. A presidente da Nersant, Maria Salomé Rafael, disse que o trabalho desenvolvido pela associação na área do empreendedorismo tem procurado “inovar, para responder de forma mais eficiente” a quem tenta lançar o seu próprio negócio, sendo os resultados “muito positivos”.
Salomé Rafael sublinhou a taxa de sobrevivência das novas empresas criadas ao abrigo de programas da Nersant, na ordem dos 92 por cento (%), substancialmente superior à média nacional, que ronda os 40%, o que atribui em grande parte ao acompanhamento que é feito por uma equipa especializada de oito gestores e economistas durante dois anos. Só em 2016, o programa permitiu a criação de 96 empresas, que geraram 142 postos de trabalho e representaram 1,8 milhões de euros de investimento, adiantou.
Na sessão foram entregues os certificados aos participantes do primeiro Programa de Aceleração de Ideias de Negócio e dos dois concursos temáticos de ideias de negócios no âmbito do Incubar+Lezíria. A Startup de Santarém, aberta em Março de 2016 na ala principal da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), que foi requalificada e adaptada para acolher empresas “virtual e fisicamente”, está “absolutamente lotada” com as 41 empresas que aí estão alojadas.
Salomé Rafael afirmou que o mais tardar até Setembro estará concluída a recuperação de um segundo espaço no edifício, também cedido pela Câmara de Santarém, onde se poderão instalar mais 20 empresas, beneficiando de preços “interessantes” e de um conjunto de apoios.

Iniciativas de apoio ao empreendedorismo continuam
Entre as iniciativas que a Nersant tem desenvolvido na área do empreendedorismo contam-se o programa de Aceleração de Ideias de Negócio, aberto a empreendedores de todo o país que queiram investir na região. Depois da primeira edição, em Outubro e Novembro na Startup de Santarém, a segunda arranca no próximo dia 9, em Torres Novas, decorrendo as candidaturas até 7 de Abril.
Além de ter criado o Sítio do Empreendedor, a Nersant está a dinamizar o projecto Incubar+Lezíria, em parceria com o Politécnico de Santarém, o Agrocluster Ribatejo e a Desmor (empresa municipal de Rio Maior), que fomenta o aparecimento de projectos por áreas temáticas.
Com seis projectos já premiados nas áreas da cultura, do agroalimentar, do desporto e do bem-estar, decorre até dia 17 de Fevereiro a aceitação de candidaturas para o terceiro concurso de ideias de negócio, desta vez na área das tecnologias, realçando Salomé Rafael a “grande qualidade profissional e técnica” das pessoas que constituem os júris dos concursos.

Nersant lança desafio a Caixas de Crédito Agrícola

Para a presidente da Nersant, Salomé Rafael, o financiamento continua a ser uma das grandes dificuldades para quem está a começar um negócio ou para as empresas que necessitam de crédito. Por isso, a associação vai lançar o desafio às várias Caixas de Crédito Agrícola que existem no distrito para que se “unam e trabalhem para o desenvolvimento da região” e evitem que algumas delas possam vir a ser “adquiridas por terceiros”.

“Há um novo Ribatejo a aparecer que quer fazer parte do século XXI”

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