
Escola de Marianos em condições um dia depois de ter aberto em estado degradante
Espaço tinha lixo e as salas nem sequer tinham mesas e cadeiras o que motivou o protesto dos pais
A escola de Marianos, concelho de Almeirim, já está a funcionar desde terça-feira, depois de a câmara ter reparado todas as deficiências que impediram os alunos de iniciarem as aulas na segunda-feira, como estava previsto. A situação de desleixo foi resolvida após o protesto dos pais e da deslocação ao local presidente da autarquia, Pedro Ribeiro, uma vez que a vereadora da Educação, Maria Emília Moreira, não conseguiu dar uma solução para o problema.
Maria Emília Moreira esteve mais preocupada em expulsar os jornalistas da escola, para tentar impedir os jornalistas de verem o estado em que se encontravam as instalações. Mas O MIRANTE teve acesso a imagens do interior da escola, recolhidas por pais dos alunos, que mostravam lixo pelo chão, salas sem mesas nem cadeiras, tectos estragados e tampas de esgoto do recreio partidas. Pedro Ribeiro, mais de seis horas depois do acontecimento, foi para a sua página pessoal do Facebook dizer que estava tudo em condições e punha em causa a data das imagens do maus estado da escola. No entanto também não permitiu que os jornalistas vissem o espaço.
Entre as intervenções feitas pela autarquia durante a tarde foi colocado uma vedação junto à igreja e retirado o cabo de aço de suporte de um poste, que punha em causa a segurança das crianças. Foi também cimentada uma zona de entrada na escola, reparada as tampas das caixas de esgotos do recreio, retirado o tronco de uma árvore antiga, colocadas lâmpadas na entrada do alpendre e cortinas nas salas. O refeitório e a cozinha, que estavam cheias de caixas e sacos de lixo, foram limpos e arrumados.
A Escola de Marianos estava desactivada desde há um ano e abriu na segunda-feira, 17 de Setembro, para receber os alunos de Paço dos Negros, uma vez que a escola da localidade entrou em obras. Alguns pais, perante o estado em que se encontrava o estabelecimento de ensino, duvidaram que a promessa do presidente da câmara, de ter tudo pronto na terça-feira, fosse exequível.
Um dos pais, Bruno Xavier, destacou na altura que a escola estava uma vergonha. Pedro Ribeiro explica que o atraso nas intervenções ocorreu depois de ter sido necessário mudar parte do telhado, algo que não estava inicialmente previsto. A par disso, conta, “soubemos na passada semana havia um tecto falso numa sala que continha fibrocimento. Algo que ninguém sabia nos cerca de 40 anos que a escola ali funcionou”.
