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Arnaldo Santos pediu demissão da Caixa Agrícola do Ribatejo Norte
Arnaldo Santos justificou o seu pedido de demissão da Caixa Agrícola do Ribatejo Norte com incompatibilidades com alguns elementos da administração

Arnaldo Santos pediu demissão da Caixa Agrícola do Ribatejo Norte

Arnaldo Santos é presidente do Conselho de Administração da CCARN e bateu com a porta na última assembleia-geral da instituição. As novas eleições estão marcadas para 17 de Abril e José Luís Jacinto, que estará na origem do pedido de renúncia, deverá ser o candidato ao lugar de Arnaldo Santos.

Edição de 08.01.2020 | Sociedade


O presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola do Ribatejo Norte, Arnaldo Santos, pediu a renúncia ao cargo na última assembleia-geral da instituição realizada na sexta-feira, 20 de Dezembro. Arnaldo Santos justificou a sua decisão com incompatibilidades relacionadas com alguns elementos da sua administração, que não especificou, a quem terá acusado de falta de lealdade e violação de valores e competências.
O MIRANTE soube, entretanto, junto de fonte bem informada, que a renúncia de Arnaldo Santos se prende com o difícil convívio com José Luís Jacinto, também membro do mesmo órgão e dirigente a tempo inteiro, com um vencimento de cerca de quatro mil euros, tal como o de Arnaldo Santos. José Luís Jacinto é protagonista de uma história que, segundo soubemos, terá deixado Arnaldo Santos inconformado e ressabiado com o seu colega de administração. Jacinto andou nos últimos anos a apresentar-se nos ofícios da CCARN, e junto dos trabalhadores, como doutor, quando nem sequer tem uma licenciatura. Arnaldo Santos, quando soube do caso, terá dado indicações aos funcionários para deixarem cair o Dr. na assinatura de José Luís Jacinto. O assunto nunca terá sido motivo de conversa entre os dois, e muito menos entre os cinco administradores da CCARN, que reúnem com frequência.
Entretanto, e segundo um dos funcionários da Caixa com quem falámos, e que nos contou alguns pormenores, José Luís Jacinto já está a preparar uma lista para as próximas eleições, onde deverá ser o candidato a presidente. Para isso conta com a maioria do apoio na actual administração, a quem cabe apresentar lista, e que é composta por Octávio Oliveira, João Alcaravela e Basílio Pereira, para além de Arnaldo Santos e José Luís Jacinto. A demissão de Arnaldo Santos é o início de uma luta de poderes dentro da Caixa que já começou há algum tempo, disse a mesma fonte a O MIRANTE pedindo para não ser identificada uma vez que não é parte neste aparente conflito.
Só com a assinatura de dez por cento dos sócios da instituição é possível a apresentação de uma lista concorrente à apresentada pela administração, o que é quase uma impossibilidade, tendo em conta a disseminação dos associados por concelhos bem diversos, embora vizinhos. Mas esta forma de governo das caixas agrícolas é a mesma em todo o país o que, regra geral, eterniza pessoas ou famílias na sua gestão.
O pedido de renúncia ao lugar foi apresentado numa assembleia-geral convocada para aprovação de contas e orçamento para 2020 e agendamento das novas eleições para os órgãos sociais que ficaram marcadas para 17 de Abril de 2020.
Uma assembleia onde, mais uma vez, a presença de sócios foi muito residual, e onde muitas vezes os funcionários da instituição estão em maior número, o que facilita a aprovação daquilo que a maioria dos administradores decide.
O problema da falta de actividade associativa nas caixas agrícolas não é exclusivo da CCARN mas de todas as caixas do país, e até de alguns bancos, como é o caso do Montepio, Associação Mutualista, que pode ser outro BES, a confiar na oposição ao presidente cessante, Tomás Correia.
A Caixa Agrícola do Ribatejo Norte é resultado da fusão das caixas agrícolas de Torres Novas, Riachos, Tomar e Tramagal.
Arnaldo Santos falou com O MIRANTE, confirmou o seu pedido de renúncia, mas disse que não respondia a perguntas sobre o assunto, prometendo falar quando achar que é a melhor altura. O MIRANTE falou ainda ao telefone com José Luís Jacinto, perguntou-lhe se se sentia visado nas palavras de demissão do seu presidente afirmando que “jamais. Não deduzi isso no seu discruso nem quero trazer para a praça pública coisas do foro interno da instituição”.

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