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Carlos Coutinho quer a regionalização mas ainda não aceitou descentralização
Presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), que a regionalização já deveria ter avançado em Portugal

Carlos Coutinho quer a regionalização mas ainda não aceitou descentralização

Presidente da Câmara de Benavente pela CDU defende que o Governo deve avançar com a criação de regiões administrativas para acabar com as assimetrias de desenvolvimento e aproximar a estratégia política das populações.

Edição de 08.01.2020 | Sociedade

O presidente do município de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), está preocupado com as políticas centralistas do Governo e as assimetrias no desenvolvimento do território nacional. Em reunião pública do executivo o autarca defendeu que a regionalização é um processo fundamental para o desenvolvimento do país e que deve acontecer de forma rápida e consistente.
“São os autarcas que vivem os dramas da insustentabilidade dos seus concelhos e desta assimetria”, referiu o presidente, reiterando que existe uma enorme disparidade no desenvolvimento entre litoral e interior, que se assim continuar levará a um “país sem futuro”.
Carlos Coutinho destaca que o processo de regionalização vem permitir que a “intervenção no território possa ser definida por representantes de cada região, havendo ganhos significativos na proximidade com as populações e conhecimento dos problemas que enfrentam”. Outra das vantagens é que não ficarão dependentes de decisões centralizadas, diz a O MIRANTE.
O autarca defende ainda, em posição contrária à defendida pelo Presidente da República, que a regionalização deve avançar sem a necessidade de um referendo, considerando que já existe maturidade suficiente para que possa acontecer. “A regionalização já peca por um profundo atraso e o que Portugal precisa é que ela avance”, afirma.
Sobre a transferência de competências da administração central para as autarquias locais, que têm de ser aceites até 2021, o autarca aproveitou para deixar um recado: “Os meios financeiros estão aquém daquilo que vão ser as necessidades das câmaras municipais. Há uma necessidade de aprofundar a forma como os cálculos são feitos”.
Notando que Carlos Coutinho se diz a favor da descentralização e que o PS já o era, o vereador Pedro Pereira (PS) deixou a crítica de esta e outras autarquias rejeitarem consecutivamente as competências que o Estado lhes quer transferir. O vereador socialista diz ainda temer que algo semelhante possa acontecer quando o processo de regionalização avançar. Do lado do PSD o vereador Ricardo Oliveira sublinha que com ou sem regionalização já é dever dos autarcas pensar o que querem para os seus concelhos a longo prazo.

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