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Câmara de Vila Franca de Xira percebe a importância da cultura e pode ir mais além
Li com atenção e interesse a reportagem de O MIRANTE sobre a principal biblioteca de Vila Franca de Xira, Fábrica das Palavras, localizada junto ao Tejo num moderno edifício construído de raiz.
Na parte final há um parágrafo onde é feita referência ao investimento em livros e documentos. “A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, no ano de 2019, gastou cerca de 41 mil euros em fundos documentais e em periódicos e o investimento é para manter”.
É um investimento importante que pode aumentar mais mas tem que ser visto no âmbito de toda a política cultural daquele município que também construiu e tem em funcionamento o Museu do Neorealismo e que promove iniciativas como o Cartoonxira ou os prémios de música Carlos Paredes, só para dar alguns, poucos, exemplos.
Bastava todos os municípios da nossa região seguirem e superarem aquele exemplo, para ficarmos todos mais ricos, porque a verdadeira riqueza é o conhecimento e a cultura. Quando alguns autarcas falam da qualidade de vida nos seus territórios, esquecem-se do seu menor investimento em cultura...e não, não estou a falar das festas do concelho ou da cidade. Era bom que pensassem nisso.
Maria Ermelinda Bettencourt Saraiva
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