
Rio Maior evoca 25 de Abril com alusões ao 25 de Novembro
Município não realizou actividades por ser tempo de ficar em casa. Líderes autárquicos sublinharam a importância histórica da Revolução dos Cravos mas também do 25 de Novembro de 1975.
O município de Rio Maior decidiu não celebrar este ano mais um aniversário da Revolução dos Cravos, tendo em conta o estado de emergência em que o país vive devido à pandemia de Covid-19.
“Hoje, a melhor forma de saudar o 25 de Abril é termos um comportamento colectivo que preserve a saúde de todos, em particular a geração dos militares que, legitimamente, podem reclamar a paternidade da Revolução. É por isso que devemos ficar em casa. É por isso que não deveremos sair à rua para gritar os vivas que a Revolução de Abril merece”, lê-se num comunicado conjunto dirigido à população e assinado pelo presidente da câmara municipal, Filipe Santana Dias, e pelo presidente da assembleia municipal, António Arribança. A decisão foi tomada após audição dos líderes dos agrupamentos políticos representados na assembleia municipal.
Os autarcas, eleitos pela coligação PSD/CDS que gere o município, sublinham, no entanto, que “importa não olvidar o 25 de Abril, dia em que, através da chamada Revolução dos Cravos, foi devolvida aos portugueses a Liberdade e a Democracia”. E fazem também alusão implícita ao 25 de Novembro de 1975, outra data marcante no percurso para a instauração e consolidação do regime democrático em Portugal. Um momento histórico em que Rio Maior foi um dos palcos principais no país.
“É certo que nos meses que se seguiram à Revolução muito se lutou para não se perder, para outro totalitarismo, comprovadamente mais criminoso que o famigerado Estado Novo, o que o 25 de Abril a todos trouxera. Mas foi uma luta bem conseguida e a liberdade de cada um de nós foi preservada e, hoje, aqui estamos para o recordar, saudar e festejar”, escrevem Filipe Santana Dias e António Arribança.
