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Rui Martinho acusa de boicote presidente da Câmara da Chamusca
Rui Martinho está empenhado em servir a população mas tem visto a câmara municipal obstaculizar a sua acção

Rui Martinho acusa de boicote presidente da Câmara da Chamusca

O presidente da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, Rui Martinho, acusa o presidente da Câmara da Chamusca de bloquear a sua intervenção através da ocultação de documentos e da não atribuição de verbas protocoladas. Martinho considera que se trata de uma estratégia para dominar a única freguesia que não é do PS.

Edição de 01.07.2020 | Entrevista

O presidente da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, Rui Martinho (PSD/CDS/MPT), acusa o presidente do município, Paulo Queimado (PS), de “bloquear sistematicamente a sua intervenção através da ocultação de documentos obrigatórios e necessários para se fazer uma boa gestão da união de freguesias”. Em conversa com O MIRANTE, o autarca de freguesia afirma também que o executivo não cumpriu com a atribuição de verbas protocoladas, que fariam toda a diferença no orçamento da junta. Rui Martinho considera que o comportamento de Paulo Queimado e da sua equipa não é mais do que um jogo político uma vez que esta é a única junta do concelho que não é do Partido Socialista.
Um dos motivos que o leva a afirmar que Paulo Queimado lhe está a tentar “fazer a folha”, prende-se com a recusa do presidente da câmara em disponibilizar informação sobre as verbas que o município deveria transferir para a junta, depois de, em Abril de 2019, ter sido concretizada a transferência de competências dos municípios para as freguesias.
A partir de Janeiro de 2021 a junta vai ficar com a gestão e manutenção de todos os espaços verdes, vias públicas, mobiliário urbano e de alguns espaços envolventes dos estabelecimentos de ensino. Por isso, diz Rui Martinho, é urgente saber com que apoio monetário se pode contar.
Depois de várias tentativas de contacto, sem qualquer resposta por parte de Queimado ou dos seus vereadores, Rui Martinho levou o assunto à última Assembleia Municipal da Chamusca, que se realizou a 9 de Junho e ouviu uma resposta surpreendente por parte do presidente da câmara. “Disse-me na cara, com toda a assembleia a ouvir, que não me ia entregar nenhum documento relativo a este assunto”, conta a O MIRANTE.
Rui Martinho afirma que as atitudes de Paulo Queimado só podem ter uma explicação: “Está a arranjar forma de não saber com que linhas me coso e de não ter dinheiro para fazer aquilo para que me elegeram”, acusa, salientando: “Este presidente só apoia quem quer através de critérios que só ele sabe quais são”. Martinho fundamenta esta acusação pela maneira como a autarquia realizou a passagem, em 2014, de alguns serviços que a junta realizava para a empresa intermunicipal Resitejo. “Na altura atribuíam à junta cerca de 70 mil euros para fazer o mesmo trabalho que a Resitejo tem feito com um orçamento de 200 mil euros”, afirma.
A Junta de Freguesia da Chamusca e Pinheiro Grande tem um orçamento anual a rondar os 200 mil euros, sendo que cerca de 140 mil euros é dinheiro utilizado para pagar ordenados aos trabalhadores. “É um milagre chegar ao final de cada mês e conseguir manter a porta aberta. Uma realidade que é agravada pela discriminação de que somos alvo por parte deste executivo”, conclui.

Junta reclama 9 mil euros

Rui Martinho diz que o presidente da Assembleia Municipal da Chamusca, Joaquim Garrido (PS), não é imparcial e que “uma coisa é o presidente da assembleia ser conivente, outra coisa é ser cúmplice de todas as decisões do executivo”.

O presidente da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, Rui Martinho, acusa o município de uma dívida de cerca de nove mil euros à junta de freguesia. Em causa estão as verbas disponibilizadas pela autarquia para a realização do campo de férias de Verão de 2019. O protocolo celebrado entre o município e a junta refere uma comparticipação da câmara em cerca de 22 mil euros à semelhança do que tinha sido protocolado em 2018 e cumprido. Só que desta vez, o município decidiu não disponibilizar a mesma verba, tendo realizado um corte de nove mil euros apesar dos custos do programa se manterem os mesmos.
“Organizámos viagens de avião ao Porto, fins-de-semana de actividades e estadias num hotel da Golegã, sempre à espera que a câmara cumprisse com o protocolo assinado”, afirma, e sublinha: “Para muitas juntas de freguesia nove mil euros pode não fazer muita diferença, mas nós somos a junta mais pobre do concelho da Chamusca”.
“O presidente da assembleia municipal não é imparcial”
Rui Martinho afirma que o presidente da Assembleia Municipal da Chamusca, Joaquim Garrido (PS), não é imparcial na abordagem às relações entre o executivo camarário, que é do seu partido político, e as forças políticas de outros partidos, como é o caso da Junta da Chamusca. “Uma coisa é o presidente da assembleia ser conivente, outra coisa é ser cúmplice de todas as decisões do executivo”, condena.
Rui Martinho sustenta a sua acusação pela forma como Garrido liderou o processo que põe a junta contra a câmara. “Estive com o presidente da assembleia na sua empresa, onde me garantiu que ia mediar uma reunião, marcada para Novembro de 2019, comigo e com o presidente da câmara para resolvermos este problema. Essa reunião não se realizou e desde aí nunca mais respondeu às várias tentativas de contacto que fiz” afirma.

Rui Martinho acusa de boicote presidente da Câmara da Chamusca

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