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Tampas de esgoto “à solta”  na Chamusca infernizam  a vida dos moradores
Manuel Salvaterra não tem uma noite de sono tranquila há mais de um ano por causa das tampas de esgoto soltas na EN 118

Tampas de esgoto “à solta”  na Chamusca infernizam  a vida dos moradores

Cerca de uma dezena de tampas de esgoto na Estrada Nacional 118, na Chamusca, fazem um barulho que inferniza a vida aos moradores. As tampas estão soltas e a passagem dos carros provoca um barulho que dizem já não aguentar, principalmente durante a noite. Câmara e Águas do Ribatejo conhecem a situação, mas estão há mais de um ano para resolver o assunto.

Edição de 30.09.2020 | Sociedade


Manuel Salvaterra e Lucília Silva moram juntos há 52 anos na Rua Norberto Pedroso, Chamusca, e nunca se imaginaram na situação que estão a viver actualmente. Há mais de um ano que o casal de reformados, ambos com 77 anos, não tem uma noite de sono tranquilo; tudo por causa do ruído de algumas tampas de esgoto na Estrada Nacional 118 (EN 118), junto ao edifício da antiga Adega Cooperativa da Chamusca, muito próximo da sua casa. “É insuportável. Estamos limitados, por questões físicas, a passar grande parte do tempo em casa. O barulho que ouvimos, de dia e de noite, é tão infernal que nunca sai da cabeça. Somos velhos e precisamos de descansar”, afirma a O MIRANTE, Manuel Salvaterra, um dos moradores mais inconformados e revoltados.
O repórter de O MIRANTE esteve em casa destes moradores, a seu pedido, para poder avaliar a situação e contar sobre o sentimento de revolta que os fez escrever para a redacção do jornal. Manuel Salvaterra e Lucília Silva fecharam durante o dia o repórter na sua casa para que pudesse avaliar o ruído que lhes tira o sossego durante o dia, e o sono durante a noite. O barulho provocado pelas tampas de esgoto faz lembrar uma sinfonia, com mais ou menos ritmo, conforme o número de carros que passam na estrada. Depois de perceberem que o jornalista tinha percebido a situação que relataram por email, comentaram em jeito de quem não sabe mais como usar as palavras para se revoltar: “agora imagine durante a madrugada, sem movimento na rua, o tormento por que nós passamos”.
Manuel Salvaterra já tentou resolver o problema pelas vias que lhe são possíveis. Em Abril de 2019 escreveu para a Câmara da Chamusca a pedir ajuda, mas nunca obteve resposta. Também pediu ajuda à Junta de Freguesia da Chamusca que reencaminhou o assunto para a Águas do Ribatejo (AR). A resposta da empresa intermunicipal surgiu um mês depois, garantindo que a reparação ia ser feita rapidamente. Mais de um ano depois, o casal continua a lastimar-se por viver numa terra onde os políticos não sabem avaliar a importância do seu trabalho, quando os munícipes pedem ajuda e são ignorados. “Queremos acabar com este martírio, de maneira a gozar uma velhice descansada, e tranquila depois de uma vida de trabalho”, disseram, em uníssono, já na despedida.

À Margem

Autarcas de ouvidos moucos

O assunto das tampas de esgoto “à solta” na Estrada Nacional 118, na Chamusca, já foi debatido várias vezes em reunião de câmara, ao longo dos últimos meses, por iniciativa da vereadora da CDU, Gisela Matias. A autarca tem vindo a alertar para a poluição sonora que os moradores da vila estão sujeitos e para o perigo rodoviário que pode advir desta situação. Paulo Queimado, presidente da autarquia, nunca levou a sério as considerações de Gisela Matias. Na sessão camarária de 18 de Agosto, o assunto voltou a ser abordado e Queimado afirmou já ter reportado o problema à empresa Águas do Ribatejo, garantindo que o assunto iria ser resolvido o mais rapidamente possível. Estamos em Setembro e “nem novas nem mandadas”.

Tampas de esgoto “à solta”  na Chamusca infernizam  a vida dos moradores

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