
Há quem só pense nos seguros quando os azares batem à porta
Fernando Matias é sócio-gerente da agência de seguros F.J. Matias, da Póvoa de Santa Iria. Transmontano, trabalhou numa oficina automóvel, foi GNR e depois enveredou pela área dos seguros. É uma pessoa de sorriso fácil que gosta de levar a vida com disciplina, honestidade e respeito à família. Gosta de viver no Forte da Casa e nunca deixa nenhum cliente sem resposta.
Fernando Matias é sócio-gerente da agência de seguros F.J. Matias, da Póvoa de Santa Iria. Transmontano, trabalhou numa oficina automóvel, foi GNR e depois enveredou pela área dos seguros. É uma pessoa de sorriso fácil que gosta de levar a vida com disciplina, honestidade e respeito à família. Gosta de viver no Forte da Casa e nunca deixa nenhum cliente sem resposta.
Os seguros são a melhor aposta contra os imprevistos, mas ainda há muita gente que só se lembra deles quando os azares batem à porta e já é tarde demais para ver salvaguardado o património e, muitas vezes, a própria saúde. A opinião é de Fernando Matias, 64 anos, sócio-gerente da agência de seguros F.J. Matias, da Póvoa de Santa Iria. É um rosto conhecido daquela cidade e do Forte da Casa, vila onde reside, e é um apaixonado pela sua profissão.
“É muito importante ter um bom seguro. A pessoa deve sentir confiança no seu mediador e para este também é muito motivador saber que tem quem confie em si. O mediador deve sempre corresponder em pleno às expectativas dos seus clientes”, explica a O MIRANTE. Ter um bom seguro, refere, faz a diferença entre ter uma vida tranquila em caso de imprevistos ou ficar em muito maus lençóis quando o azar acontece.
Fernando nasceu em Vinhas, uma aldeia de Bragança onde viviam pouco mais de meio milhar de pessoas. Em jovem foi forçado a sair de Trás-os-Montes para se aventurar no mundo do trabalho e foi, num primeiro momento, para Angola. O seu primeiro emprego foi numa empresa de automóveis aos 16 anos. Quando se deu o 25 de Abril regressou a Portugal e acabou por ingressar no serviço militar. Casou com uma rapariga da sua aldeia e radicou-se no Forte da Casa, terra onde diz gostar de viver.
“Na década de 80 o Forte da Casa era mais um bairro que uma freguesia e acabei por comprar lá casa. Gosto de viver no Forte mas de vez em quando ainda vou à minha terra matar saudades. De Coimbra para cima é outro reino”, conta com um sorriso. Serviu o Exército na unidade de artilharia de costa e candidatou-se, depois, à Guarda Nacional Republicana. Entrou no secretariado daquela força onde era sargento e estava encarregue do processamento dos vencimentos. “O problema é que sou um lobo da montanha, queria ter o meu próprio emprego e não era bem aquilo que queria continuar a fazer. A dada altura pedi licença e vim ajudar a minha mulher no ramo dos seguros e foi assim que tudo começou”, recorda.
Cedo percebeu que era mais feliz a trabalhar por sua conta no ramo segurador do que na GNR e por isso abraçou o desafio. Começou a trabalhar primeiro em casa, com uma carteira de clientes, e em 2004 abriu a agência que ainda hoje tem, na Rua Alberto Sanches Castro. É mediador Allianz e Ageas e trata de todas as questões relacionadas com apólices, prestação de informação, assistência, ligação com a companhia e celebração e aconselhamento de novos contratos de seguro nos ramos automóvel, saúde, vida, multirriscos e até acidentes de trabalho.
“O principal aliciante deste trabalho é a independência. Trabalho mais agora que sou patrão do que quando era empregado. Mas adoro atender pessoas e interagir com elas”, conta. A honestidade e o profissionalismo são para Fernando Matias os valores profissionais fundamentais. “A pessoa não pode andar a inventar e a enganar os clientes. Temos de ser claros, objectivos e verdadeiros. Quando se promete alguma coisa ou um prazo devemos cumpri-lo. Nunca podemos falhar”, garante o empresário, que não gosta de deixar nenhum cliente sem resposta. Fernando diz que parar é morrer e que por isso cada dia é um novo desafio que tem na vida. “Um bom mediador de seguros faz a diferença nos momentos que contam”, avisa. O responsável considera que a ideia que a comunidade tem do mercado segurador está a mudar e que muita gente já não olha para os seguros como uma obrigação mas antes uma necessidade.
“O cliente não tem sempre razão, mas partimos do princípio que sim quando o atendemos. Tentamos sempre que todas as situações tenham o melhor desfecho”, nota. Enquanto puder Fernando vê-se nessa profissão, que lhe permite estar activo e a desafiar-se a si próprio diariamente. Quando era pequeno sonhava ser professor mas sempre ambicionou uma profissão onde pudesse ser independente, ou ligado à biologia e investigação.
Um dos seus passatempos favoritos é correr e desde os 50 anos continua a correr maratonas. “Já fiz 16 maratonas de 42 quilómetros, quatro delas em Portugal, não era brincadeira. Gosto muito de correr”, conta.
