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“Trabalhar de forma verdadeira e honesta marca a diferença”
Jorge Feliciano é mediador de seguros há mais de 30 anos

“Trabalhar de forma verdadeira e honesta marca a diferença”

Jorge Feliciano é proprietário e mediador de seguros na Agência de Seguros Feliciano Lda., na Póvoa de Santa Iria. Tem 48 anos e há 32 que exerce a profissão. Diz que hoje já não se correm riscos com as letras miudinhas das apólices.

Edição de 02.11.2020 | Identidade Profissional

Com 16 anos, Jorge Feliciano já ajudava o seu pai na seguradora que funcionava no rés-do-chão da casa da família, na Póvoa de Santa Iria. E com aquela idade “não gostava nada de passar as tardes de sábado a colar selos e a escrever moradas em envelopes”. Talvez por isso, ainda hoje continue a não lidar bem com papelada nem burocracias. O gosto pela profissão foi crescendo até que decidiu tirar o curso de mediador de seguros, já lá vão 32 anos. Profissão só teve esta e não fosse o seu pai, Vítor Feliciano, “provavelmente não tinha ido parar aos seguros”. “Trabalhar de forma verdadeira e honesta foi a herança que me deixou. Estas podem até parecer palavras velhas e gastas, mas para mim fazem todo o sentido e marcam a diferença no meu trabalho”, diz.
O escritório mudou de sítio, mas continua na Rua da República, a poucos metros da estação de comboios. É lá que todas as manhãs Jorge Feliciano deixa o seu filho, antes de entrar ao serviço. “Às 07h15 já cá estou. Sou o primeiro a entrar e o último a sair”, diz. Pelo meio sai para visitar clientes e para beber café e comprar jornais. “Às vezes nem os leio naquele dia, por falta de tempo, mas é vício. Assim como recortar e guardar as notícias que considero importantes”, conta.
A mesa de trabalho está arrumada, com os papéis alinhados do lado direito e a calculadora em cima. “Não é que os custos sejam o que as pessoas querem logo saber quando vêm fazer um seguro”, avisa, explicando que o mais importante é conseguir uma apólice que “vá o mais possível ao encontro das necessidades de cada um”. E ter um bom seguro, defende, faz a diferença entre ter uma vida tranquila em caso de imprevistos ou de não ter meios financeiros para os resolver quando um azar bate à porta.

Seguros de saúde são os mais procurados
Hoje há seguros para quase tudo mas, garante o mediador que trabalha em exclusivo com a Fidelidade, “os de saúde são os mais procurados por causa das falhas e dificuldades de resposta do Sistema Nacional de Saúde”. Até pode nunca vir a ser preciso durante 10 anos, mas “há um dia em que se precisa de fazer uma cirurgia de urgência que custa 40 mil euros” e ter ou não ter um seguro pode fazer a diferença entre salvar ou não uma vida.
Mas também há quem faça e desfaça um seguro sempre que precisa de ir ao dentista. “Não há nada de ilegal nisso, mas não é a mentalidade mais correcta”, defende, acrescentando que os piores casos são aqueles em que um condutor diz que quer fazer um seguro depois de acabar de ter um acidente com o automóvel. “Nesses casos não podemos fazê-lo, não para cobrir aquele acidente”, esclarece. Há mediadores, reconhece que ainda tentam angariar clientes de forma pouco clara embora, sublinha, “as letras miudinhas das apólices hoje sejam maiores que as dos títulos dos jornais”.
Jorge Feliciano tem quase todos os seguros que vende. Para os automóveis, a casa, saúde, acidentes pessoais e até para os seus animais de estimação. “Nunca vendi um seguro que não comprasse para mim ou que me tenha dado uma má experiência”, diz, vincando que não se serve de “ganchos comerciais para conquistar um cliente”.
Tem mais de três mil clientes e garante que na sua agência todos têm acompanhamento sempre que necessário. “Ser mediador não é só vender um seguro, temos de estar sempre disponíveis para o cliente”, sublinha. Essa disponibilidade toda, recorda, já lhe valeu um episódio insólito que partilha: “No dia do meu casamento estava vestido de noivo à porta de casa dos meus pais e tive de vir ao escritório depois de um cliente me ter chamado do lado de lá da rua. Acho que o assunto nem era urgente, mas acabei por interromper a sessão de fotografias para o ajudar”.
Hoje já não dá o seu número pessoal aos clientes, mas tem mais quatro funcionárias ao serviço e ainda deixa o escritório para ir a casas e estabelecimentos comerciais sempre que o cliente não se pode deslocar à sua loja.

“Trabalhar de forma verdadeira e honesta marca a diferença”

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