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Infiltrações em prédio no Porto Alto  ameaçam segurança dos moradores
Sérgio Matos diz que já não sabe a que portas bater para provar que o prédio pode arder a qualquer momento

Infiltrações em prédio no Porto Alto  ameaçam segurança dos moradores

Quem vive ou trabalha no prédio situado no Largo General Humberto Delgado, no Porto Alto, tem a vida estragada por causa das infiltrações numa das fracções. Há água a pingar dos tectos, curto-circuitos constantes e o elevador foi inutilizado devido ao risco.

Edição de 02.11.2020 | Sociedade


O edifício seis do Largo General Humberto Delgado, no Porto Alto, tem-se tornado um calvário para quem ali reside ou trabalha devido às infiltrações de água com origem num terceiro andar que ninguém sabe a quem pertence. Na quinta-feira, 22 de Outubro, a protecção civil municipal voltou a ser chamada ao local, depois de a água voltar a inundar as fracções inferiores, rebentando um quadro eléctrico.
“Ninguém quer saber disto. Ando há um ano a reclamar da situação e pode ser que um dia, quando o prédio começar a arder por causa de um curto-circuito, ainda me atirem com a responsabilidade”, ironiza em jeito de critica Sérgio Matos, que tem os tectos da sua habitação, no 2º esquerdo, a pingar água pelas lâmpadas.
Segundo conta, os problemas de infiltração começaram depois de uma das fracções do terceiro andar ter recebido obras e as varandas terem sido tapadas com vidro. “Sempre que chove inunda-se tudo, porque a água infiltra-se através dos vidros das varandas”, atira Sérgio Matos. À porta dessa fracção, que está inabitada e não sabe a quem pertence, é visível a saída de água para as escadas do prédio, que se tornaram numa sequência de poças de água. Na zona comum do rés-do-chão parte do tecto em madeira já ruiu e o elevador teve de ser inutilizado, após avaliação técnica e depois de dezenas de avarias.
Por entre chamadas para os bombeiros, GNR e protecção civil municipal, os moradores e os que ali trabalham em escritórios vivem com receio que um incêndio possa acontecer a qualquer momento. Há lâmpadas que já não funcionam, tomadas queimadas, além dos electrodomésticos e equipamentos eléctricos que deixaram de funcionar. Na habitação de Sérgio Matos, onde há baldes a receber pingos de água sem parar, o quadro eléctrico já teve de ser substituído três vezes.
Quem trabalha num escritório do primeiro andar conta que usa o mesmo sistema para recolher a água e que entre reuniões com clientes têm de “andar a esconder os baldes”. “Esperamos por uma solução, mas ninguém faz nada. Daqui a pouco apodrece isto tudo”, refere uma funcionária que pede para não ser identificada.
Num relatório de ocorrências, na sequência de uma deslocação da GNR ao local, descreve-se que foi possível verificar que a infiltração tinha como origem uma divisão do terceiro esquerdo, onde havia “acumulação de água no chão”, que se infiltrou no andar inferior, provocando o disparo do disjuntor da electricidade. Na altura, a fracção pertencia ao BES, agora Novo Banco mas, entretanto, já ganhou um novo dono que “pelos vistos ninguém conhece”, critica Sérgio Matos.
O presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho, diz ter conhecimento da situação que está a ser acompanhada pelos serviços municipais de protecção civil. No entanto, refere, a responsabilidade “deverá ser do condomínio”. O MIRANTE tentou obter mais esclarecimentos junto da empresa que gere o condomínio, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.

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