Suspensão de obras no Museu Ibérico de Abrantes custa 275 mil euros ao município
Câmara de Abrantes chega a acordo com empreiteiro em tribunal.
A Câmara de Abrantes e o empreiteiro responsável pela obra do Museu de Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), a empresa TPS – Teixeira Pinto Soares S.A, chegaram a acordo em tribunal sobre o valor a pagar de indemnização pela paragem dos trabalhos. O município vai pagar mais 275 mil euros à empresa.
O vice-presidente da Câmara de Abrantes, João Gomes (PS), que detém o pelouro das obras, explicou a O MIRANTE que a empresa pediu inicialmente uma indemnização de 473 mil euros. Um valor que o município contestou por considerar que não estava devidamente justificado.
“A câmara nunca disse que não pagava a indemnização. Concordamos que o empreiteiro tem que receber um valor por não ter podido trabalhar numa frente de obra durante meio ano devido a intervenções arqueológicas. Não concordamos foi com a fundamentação e os valores apresentados. O preço que a empresa aceitou em tribunal foi sempre o valor que nós falámos que era o justo”, afirma o vice-presidente.
A construtora está a executar a empreitada de recuperação e ampliação do Convento de São Domingos. Uma parte do edifício onde vai ser instalado o MIAA, na zona dos claustros, esteve interdita devido à descoberta de vestígios arqueológicos. Por esse motivo a TPS exigiu a reposição do equilíbrio financeiro por agravamento dos custos na empreitada.
O empreiteiro pediu em Março deste ano a compensação pela paragem dos trabalhos naquela frente de obra e seguiu para tribunal depois da câmara não aceitar os valores pedidos. Os trabalhos na zona dos claustros já estão novamente a decorrer depois das intervenções dos arqueólogos.