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Mesquita já não quer ser presidente e abre caminho ao vice Oliveira
Para Alberto Mesquita está na altura de sair da vida política e pensar mais na família

Mesquita já não quer ser presidente e abre caminho ao vice Oliveira

Alberto Mesquita faz oito anos como presidente da Câmara de Vila Franca de Xira e fecha o ciclo, não se candidatando ao terceiro mandato. Vai viver a vida e deixa o caminho aberto para o seu homem de confiança, o vice-presidente na câmara e presidente dos SMAS, António Oliveira.

Edição de 04.01.2021 | Sociedade

O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira alimentava a ideia há meses e a cerca de dez meses das autárquicas decidiu, “pela primeira vez na política”, pensar primeiro nele e na família, comunicando que não se recandidata ao terceiro mandato. O PS vai escolher o substituto de Alberto Mesquita no dia 22 e dos actuais quadros autárquicos o mais bem colocado é o vice-presidente, António Oliveira, conhecido por super-vereador pela quantidade de funções que desempenha. O presidente há quase oito anos não se compromete, dizendo que qualquer elemento do anterior e do actual executivo tem capacidade para ser uma solução, mas não passa despercebido que Oliveira é o seu homem de confiança.
A comissão política concelhia dá a conhecer na sexta-feira, dia 18, quais os candidatos a candidatos. Da escolha depende a sobrevivência do PS no concelho, que tem sido visto como o partido que tem gerido a câmara sem sobressaltos, honrando os compromissos e com espírito de serviço público. “Modéstia à parte acho que fiz um bom trabalho. Foi um ciclo frutuoso em que evoluí muito, mas mantendo o que sou como pessoa”, salientou Alberto Mesquita na segunda-feira, dia 14, na sede do PS, onde estava quem o acompanha no executivo municipal, como António Oliveira, que chegou com o presidente.
Alberto Mesquita, que tem uma imagem de pessoa ponderada, diz que há pessoas que trabalharam ou trabalham com ele que “fizeram uma grande aprendizagem e têm condições de fazer um bom trabalho”. O presidente até Outubro, altura em que devem ser as eleições, realça que tem na sua equipa pessoas com percurso profissional, o que, destacou, ajuda muito às funções políticas. António Oliveira, que gere os SMAS – Serviços Municipalizados de Agua e Saneamento, com 173 funcionários, e áreas sensíveis como as obras e ordenamento do território, goza de admiração por parte de Mesquita, reflectida numa entrevista a O MIRANTE em Julho, onde disse que nunca tirou o tapete ao presidente.
Mesquita mostra-se disponível para ajudar o sucessor e garante que vai deixar notas na sua secretária, com as situações para resolver e quais as suas ideias e soluções. Na declaração do fim da vida autárquica, para ter tempo para dedicar à família, o presidente diz que nem sempre agiram da mesma forma com ele, mas sempre se desenrascou. Não se referiu a nenhum caso em concreto, mas ainda deve ter atravessado na garganta o caso do seu ex-vice-presidente, Fernando Paulo, que o abandonou a dois meses de terminar o mandato, saindo da câmara sem se saber porquê. Soube-se um mês depois que tinha ido para a empresa Águas do Tejo Atlântico.
Fernando Paulo, que foi presidente da concelhia, também pode ser um potencial candidato a candidato à câmara, sendo uma pessoa muito próxima de Maria da Luz Rosinha, antecessora de Alberto Mesquita, que é agora deputada e integra o secretariado nacional do PS. Alguns sectores do partido no concelho receiam que com esta ligação exista uma tentativa de a ex-autarca dominar o partido no seu concelho e controlar a câmara a partir de Lisboa.

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