
E-Redes substitui EDP Distribuição e mantém objectivo de modernização tecnológica
Nova marca que substitui a EDP Distribuição distingue-se do universo EDP mas a empresa e os funcionários são os mesmos. Um dos objectivos da E-Redes é concluir até 2024 a instalação de sistemas inteligentes de medição dos consumos.
A antiga EDP Distribuição já passou à história transformando-se na E-Redes. Uma nova designação societária e uma nova imagem arrojada que a distinguem da casa-mãe, a EDP, que continua a ser dona da empresa responsável pelas redes eléctricas, a leitura dos consumos de electricidade e manutenção e reparação de avarias na rede de distribuição em alta, média e baixa tensão. A actividade é a mesma, a base da empresa é a mesma e os funcionários também, mas com a E-Redes pretende-se acabar com confusões que pudessem existir com a área da comercialização de electricidade, que no grupo é operada pela EDP Comercial.
Na nova imagem não há qualquer elemento que a ligue à EDP, a começar pelas cores, em que o conhecido vermelho da empresa deu lugar ao amarelo e preto. A nova marca tornou-se visível na sexta-feira, 29 de Janeiro. Quem ligasse para a empresa nesse dia já iria ouvir ao telefone a nova designação, que foi determinada pela Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos (ERSE) e que custou dois milhões de euros. Mas este investimento não se vai reflectir nas facturas dos clientes, segundo garantiu o presidente do conselho de administração, João Torres, que já administrava a EDP Distribuição, na apresentação da nova marca no dia 28 de Janeiro numa conferência de imprensa online.
Uma preocupação nesta mudança é que alguém possa aproveitar-se da nova marca para praticar burlas. O presidente do conselho de administração alerta para o facto de a empresa não fazer cobranças ao domicílio e pede aos consumidores, quando contactados presencialmente, para pedirem a identificação das pessoas que digam ser colaboradores da E-Redes. João Torres sublinha que a empresa vai manter o grande esforço que já vinha da anterior marca para mitigar os riscos de burlas.
A E-Redes está empenhada em continuar a desenvolver as redes inteligentes que já vinham a ser um objectivo da marca antecessora, tendo já instalado 3,2 milhões de contadores inteligentes, que permitem operações à distância, como a leitura dos consumos, acabando assim com as estimativas. Prevê-se que o sistema de contadores inteligentes esteja concluído em 2024. Na apresentação da marca, João Torres revelou que a empresa está a adquirir os esquipamentos inteligentes de medição dos consumos a 25 euros, e que inicialmente, quando a empresa começou a apostar nesta tecnologia, custavam 100 euros.
João Torres falou também na conferência de imprensa no investimento de mil milhões de euros que a empresa pretendia fazer até 2025 e que não obteve a concordância do regulador, impondo um corte. Garante que não está em causa a segurança do abastecimento, mas alerta para o facto de a rede de distribuição ter sido instalada há décadas e precisar de renovação. O presidente do conselho de administração diz ainda que a empresa está preparada para, pela primeira vez, ir a concurso para a concessão da rede de baixa tensão nos municípios do continente, no qual pode ter a concorrência de empresas estrangeiras de países onde as redes não são concessionadas por concurso, como de Espanha, Franca e Itália.
A prestação do serviço não vai ser afectada com esta mudança, que está a ser feita de forma faseada, com a alteração da imagem nas lojas e escritórios e fardamentos, seguindo-se ao longo ano a implementação da nova imagem na frota automóvel e nos suportes de informação com visibilidade externa. A E-Redes é constituída pela mesma equipa e continua com o objectivo de fazer tudo o que se espera dela. Para João Torres, a E-Redes reafirma tudo o que vem da EDP Distribuição e surge com nova força para enfrentar os desafios. A mudança da marca implicou uma reflexão interna intensa, com 180 reuniões, envolvendo 135 pessoas.
