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Identificação das novas variantes  é fundamental para o combate à Covid-19
Carlos Cortes, director do Serviço de Patologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Identificação das novas variantes  é fundamental para o combate à Covid-19

Director de Patologia do CHMT defende actualização do plano de testagem e diz ser extremamente relevante a identificação das novas variantes do vírus para se proceder aos correctos cuidados clínicos e epidemiológicos.

Edição de 23.07.2021 | Sociedade

O director do Serviço de Patologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) defendeu uma actualização do plano de testagem à Covid-19 que inclua a identificação das novas variantes, salientando que essa é “uma questão extremamente relevante”.
“Esta questão das variantes é uma questão extremamente relevante porque pode fazer tábua rasa de todos os conhecimentos que temos sobre o vírus”, disse à Lusa Carlos Cortes.
Defendendo também como “absolutamente fundamental” a identificação das variantes para proceder aos correctos cuidados clínicos e epidemiológicos, Carlos Cortes adiantou que o CHMT começou há uma semana a desenvolver um trabalho laboratorial de identificação das novas estirpes com o objectivo de proporcionar uma melhor abordagem clínica aos doentes Covid-19.
Segundo Carlos Cortes, “não é a mesma coisa um doente ter uma variante do Reino Unido ou ter uma estirpe selvagem do vírus SARS-CoV-2”, já que “são coisas completamente diferentes e que levam a um cuidado epidemiológico diferente e a uma abordagem clínica igualmente diferente”.
O responsável disse ainda que “há milhares de mutações” e que “vão aparecer mais variantes”, considerando que “o grande desafio hoje em termos de diagnóstico em termos nacionais é fazer uma testagem em massa das variantes” e não se limitar ao SARS-CoV-2.
Por isso, defendeu, para que não aconteça “uma nova vaga desencadeada por uma variante que não tenha sido suficientemente acautelada na sua identificação”, deve-se “trabalhar mais na prevenção para depois não se correr atrás do prejuízo”.
“Temos de ter capacidade para fazer essa sequenciação e ter muito bem definido como se faz porque vai permitir descobrir novas mutações e novas variantes do vírus e, sobretudo, tem de se refazer um plano de testagem, que foi actualizado recentemente, mas que tem de ter outra actualização para se incluir a identificação das variantes”, afirmou.
Com uma capacidade laboratorial instalada para processar 3.000 testes diários e analisar as variantes mais significativas do vírus SARS-CoV-2 em mais de 500 amostras, o laboratório de Patologia Clínica do CHMT, que abarca as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, consegue identificar três estirpes, nesta primeira fase, as variantes do Reino Unido, da África do Sul e do Brasil e, a partir de Março, também a variante da Califórnia.
Carlos Cortes explicou que este estudo permite identificar a prevalência em termos geográficos das variantes mais conhecidas actualmente, sendo que a variante inglesa representa cerca de 52% dos casos identificados na área geográfica do CHMT.
“O CHMT deu um primeiro passo, um passo ousado, mas é um passo necessário para sabermos exactamente que vírus é, e se pode constituir mais perigo do que aquele que nós conhecíamos”, disse, insistindo que “as variantes podem fazer tábua rasa” de todo o conhecimento sobre o vírus, “porque desenvolvem outras capacidade “como uma maior resistência, maior infecciosidade e maior agressividade para os doentes que são portadores”.

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