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Suspeitas de crime no fogo que destruiu barracão agrícola em Alpiarça
António Quartilho perdeu o tractor, as alfaias agrícolas e dois mil fardos de palha no incêndio de 2 de Abril

Suspeitas de crime no fogo que destruiu barracão agrícola em Alpiarça

Polícia Judiciária investiga a origem de um incêndio que consumiu por completo um barracão agrícola no Casalinho durante a madrugada. Proprietário sofreu um prejuízo de cerca de 50 mil euros.

Edição de 23.07.2021 | Sociedade

António Quartilho acordou em sobressalto na madrugada de sexta-feira, 2 de Abril. Vive perto dos Bombeiros Municipais de Alpiarça e o som da sirene arrancou-o da cama pelas cinco da manhã. O telefonema que recebeu logo de seguida veio confirmar o seu mau pressentimento. O barracão agrícola que possui na aldeia de Casalinho, a pouco mais de quatro quilómetros do centro da vila, estava em chamas. A notícia foi dada por uma vizinha alarmada com a dimensão das labaredas e os constantes rebentamentos que ouvia.
Um tractor, uma enfardadeira e outras alfaias agrícolas, dois motores de rega, uma centena de colmeias (desactivadas) e dois mil fardos de palha foram consumidos pelas chamas. Um prejuízo que António contabiliza à volta dos 50 mil euros. O barracão, com cerca de 160 metros quadrados, onde se encontravam guardados os bens, também sucumbiu. Salvaram-se as duas dezenas de ovelhas recolhidas num outro barracão no mesmo lote de terreno com cerca de três mil metros, adquirido há 20 anos. Mas sem palha, o proprietário vê-se agora em dificuldades para conseguir alimentar os animais.
António, de 59 anos, não possuía seguro para os seus bens, adquiridos “com o esforço de muitos anos de trabalho na agricultura”, como relata a O MIRANTE. Fazia serviços para fora com o tractor e a enfardadeira, como cortar feno e palha, e tudo ficou suspenso. Em busca de ajuda para se reerguer, António foi recebido na Câmara Municipal de Alpiarça, mas a única garantia que lhe foi dada foi a da remoção das placas de amianto que cobriam o barracão e agora jazem no chão, danificadas.
A Polícia Judiciária (PJ) esteve no local a recolher indícios, pois há suspeita de fogo posto, uma vez que o incêndio teve origem em dois locais diferentes. No teatro de operações estiveram 18 operacionais do corpo de Bombeiros Municipais de Alpiarça apoiados por seis viaturas e uma máquina retroescavadora. Os trabalhos de consolidação e rescaldo prolongaram-se por toda a manhã de Sexta-Feira Santa, feriado nacional e municipal, Dia do Concelho de Alpiarça. Marcaram também presença elementos da GNR e da Protecção Civil Municipal, além dos inspectores da PJ.

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