Banca recusa empréstimo de milhões para urbanizar terreno em Alverca
Fundo de capital que tenta reestruturar dívidas da Promovalor, de Luís Filipe Vieira, fez dois pedidos de empréstimo para investir na Quinta do Cochão, onde já existe um estudo de loteamento para 411 novas habitações.
O Novo Banco recusou um pedido de financiamento de 21 milhões de euros da sociedade gestora da dívida da Promovalor, de Luís Filipe Vieira, que se destinava à valorização de activos imobiliários em Alverca, na Quinta do Cochão.
O pedido para financiar a nova urbanização em Alverca foi declinado pelo banco pelo facto do fundo não ter condições para pagar o empréstimo. Recorde-se que a dívida da empresa de Luís Filipe Vieira, a Promovalor, está a ser gerida pela C2 Capital Partners, que fez dois pedidos de empréstimo para investir na Quinta do Cochão: um de oito milhões e outro de 13 milhões de euros, noticiou o Jornal de Negócios.
O objectivo passava por tentar valorizar os terrenos da quinta para depois os tentar vender em lotes individuais a construtores ou promotores individuais.
O loteamento da Quinta do Cochão anda há muito em aprovação. Há uma década, antes de estalar a crise do imobiliário, o município aprovou o licenciamento da urbanização, que contemplava 411 novas habitações e a construção de uma nova estrada de ligação à rotunda das Silveiras, que custaria perto de um milhão de euros ao promotor. Depois de concluídas todas as fases de construção, a Quinta do Cochão iria permitir aumentar em 1.200 os habitantes da cidade de Alverca. Os 411 novos fogos ficariam dispersos por uma área bruta de 79 mil metros quadrados.