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Não cabe uma filarmónica no palco previsto para o novo teatro de Alhandra

Consulta pública do estudo prévio do projecto de reabilitação do centenário Teatro Salvador Marques terminou no último Verão e contou com seis participações da comunidade. A Sociedade Euterpe Alhandrense, principal interessada em ficar a gerir o espaço, levantou um conjunto de preocupações.

O estudo prévio para reabilitação do emblemático Teatro Salvador Marques, em Alhandra, que há décadas está inactivo, contém uma sala de espectáculos de baixa capacidade e com um palco com boca de cena de sete metros que não permite receber uma banda filarmónica.
As considerações são da Sociedade Euterpe Alhandrense (SEA), uma das seis entidades que participaram na consulta pública realizada no final do último Verão e que estão agora em análise pelo município. “A boca de cena com 7 metros pode ser comparada com a actual do palco da Euterpe, que é de 12 metros. Assim, o actual palco não permitirá a actuação de bandas filarmónicas/sinfónicas, ficando o espaço limitado no quadro das funções pretendidas numa casa de espectáculos desta envergura”, lamenta a associação.
A SEA, recorde-se, é uma das principais entidades interessadas em gerir o futuro teatro, sendo a associação cultural mais relevante da freguesia. “Estamos perante um projecto que enquanto sala de espectáculos não permite, em momento algum, o número de 482 lugares previstos, com um elevado número de lugares sem visibilidade para o palco na sua total amplitude”, alerta a colectividade.
Também o espaço apresentado como café “é desproporcionado e não acrescenta nada” ao edifício, incluindo na sua sustentabilidade financeira, considera a SEA, que alerta que com a sua actual dimensão o espaço não reúne condições de entrada e evasão em condições de segurança em caso de emergência. “O projecto apresentado não serve aos propósitos do Teatro Salvador Marques”, criticou a Euterpe, avisando também que a ideia de manter os três pisos originais “aumentará os custos de operação para valores incomportáveis”, pedindo uma revisão total do projecto.
A recolha de contributos e opiniões aconteceu depois da apresentação pública do projecto por parte da Câmara de Vila Franca de Xira, acompanhada pelo arquitecto David Carvalho, a 21 de Julho nas instalações da Sociedade Euterpe Alhandrense. A intervenção proposta no estudo prévio visa manter, recorde-se, a imagem original do Teatro Salvador Marques, preservando apenas as paredes exteriores da fachada, que serão reforçadas de modo a garantir resistência em caso de sismo. O edifício irá também ser dotado de condições que cumpram na íntegra a regulamentação da segurança contra riscos de incêndio.
A proposta apresenta um palco com as dimensões para a realização dos mais variados espectáculos, a sala com dotação máxima estimada de 483 lugares (sentados ou em pé), condições acústicas e de climatização e melhorias nos acessos originais com criação de acesso para mobilidade reduzida. Previa ainda um foyer, salão nobre, camarins, áreas técnicas e instalações sanitárias.

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