Descargas no rio Tejo voltam a ter impacto ambiental na região
O movimento proTEJO – Movimento pelo Tejo alertou para o surgimento de um novo foco de poluição no rio Tejo, detectado de forma regular nos últimos dias no troço compreendido entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo, situação que poderá vir a ter impactos a jusante, nomeadamente na região ribatejana. Segundo o proTEJO, atendendo à dinâmica do rio, este tipo de poluição acaba frequentemente por se propagar para zonas ribeirinhas, afectando a qualidade da água, os ecossistemas e actividades como a pesca e a agricultura.
O movimento já comunicou a situação à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), solicitando uma intervenção urgente para identificar a origem das descargas e travar a continuidade do foco de poluição. Entre as medidas requeridas estão a realização de análises regulares à qualidade da água do Tejo, incluindo a pesquisa de fibras de celulose, e o reforço da fiscalização no terreno. O proTEJO defende ainda a necessidade de monitorização em pontos estratégicos, onde em episódios anteriores foram detectadas manchas de espuma, coloração anormal da água e odores intensos.
O rio Tejo tem sido, nos últimos anos, palco de sucessivos episódios de poluição com reflexos directos, nomeadamente nas zonas de Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha, Salvaterra de Magos e Almeirim. Em vários desses casos, as descargas coincidiram com períodos de caudais reduzidos, agravando os efeitos da poluição e motivando queixas da população e autarquias. O proTEJO considera que este novo episódio demonstra a persistência de problemas estruturais na gestão e fiscalização do rio Tejo, defendendo por isso o agendamento urgente de uma reunião, envolvendo as entidades ambientais e representantes das regiões afectadas.

