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Falha de segurança terá permitido acesso antecipado a testes na Escola José Relvas

Aluna apanhada com cábula com conteúdo integral do teste deu o alerta. Polícia Judiciária investiga alegada falha de segurança que envolve o email da tipografia onde os testes são impressos. Caso se confirmem acessos indevidos, a credibilidade dos resultados e ranking da Escola de Alpiarça poderão ser postos em causa.

A Inspecção-Geral de Educação e a Polícia Judiciária estão a investigar uma alegada falha de segurança no sistema informático do Agrupamento de Escolas José Relvas, em Alpiarça, que terá permitido a alunos o acesso antecipado ao conteúdo integral de testes de avaliação. Também o agrupamento, que está a cooperar com a inspecção-geral, abriu um processo de inquérito, confirmou a O MIRANTE a presidente do conselho administrativo, Teresa Gomes.
A recente descoberta, a 8 de Janeiro, de que uma aluna do agrupamento tinha em sua posse uma cábula contendo todo o conteúdo que ia sair no teste de avaliação que se preparava para fazer, deu o alerta para uma falha grave que pode ter originado outras fugas de informação de provas. A aluna foi ouvida pela escola, num “interrogatório considerado abusivo” por alguns encarregados de educação que, descrevem ao nosso jornal, envolveu “gritos, ameaças, intimidação psicológica e recolha de fotografias, com o objectivo de a pressionar a revelar como teria obtido o teste”.
A presidente Teresa Gomes confirma que a aluna em causa foi ouvida, mas rejeita acusações de ameaças, abuso ou intimidação. Admite, porém, que algum professor possa “ter estado mais enervado” e remeteu mais esclarecimentos para fase posterior à conclusão do inquérito. Ainda sobre o caso em concreto, terá sido outra aluna a obter o teste, após ter conseguido aceder ao email da tipografia onde os testes são guardados.

Mais alunos poderão
ter tido acesso a conteúdos de avaliação
Ao que O MIRANTE conseguiu apurar junto de alguns encarregados de educação, que pedem para não ser identificados, quando os alunos entram para esta escola “é-lhes atribuído um email institucional e uma palavra-passe igual para todos”. Também a palavra-passe do email da tipografia, referem “se mantinha inalterada há vários anos, permitindo um acesso fácil e indevido aos testes”.
Alguns garantem mesmo que “este episódio não é isolado, sendo uma situação recorrente há mais de quatro anos, durante os quais vários alunos tiveram acesso antecipado a testes através do mesmo método”. A provar-se, consideram, “demonstra uma grave negligência ao nível da segurança, deixando a escola muito a desejar nesse aspecto. Com acessos tão facilitados, torna-se legítimo questionar a credibilidade dos resultados académicos e dos rankings da escola, uma vez que o sistema permite vantagens indevidas a alguns alunos”.

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