Autarca de Azambuja vinca que aterro é para encerrar de vez
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), disse que já avisou os responsáveis da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que Azambuja não aceita a reabertura do aterro de resíduos industriais não perigosos. “Já deixámos clara a nossa opinião: aterro mais, não. Azambuja já deu o contributo que tinha de dar ao país”, vincou o autarca na última reunião pública do executivo municipal.
De acordo com Silvino Lúcio, a Triaza, empresa responsável pela gestão do aterro situado às portas da vila de Azambuja, terá de promover “um conjunto de acções” tendo em vista o encerramento definitivo daquela unidade de deposição de resíduos. “Já terá sido notificada pela APA para proceder ao encerramento do aterro de uma vez por todas”, afirmou.
Recorde-se que, no final do ano passado, o autarca confessou estar preocupado com a possibilidade de reabertura da única célula existente no aterro a propósito do Plano de Acção TERRA (Transformação Eficiente de Resíduos em Recursos Ambientais) - uma estratégia do Governo para a gestão de resíduos, lançada em Março de 2025, visando evitar o colapso dos aterros, aumentar a reciclagem e promover a economia circular até 2030.
O aterro de Azambuja foi muito contestado pela população e autarcas locais devido aos maus cheiros e presença de aves que indicavam a possibilidade de ali estarem a ser depositados, indevidamente, resíduos biodegradáveis. Também a forma como materiais contendo amianto foram depositados levantou e continua a levantar preocupações.

