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Trânsito dispara na Ponte de Constância e autarcas exigem nova travessia
Ponte de Constância que liga Constância Sul à Praia do Ribatejo está a ter mais trânsito que o habitual e autarcas estão apreensivos - foto O MIRANTE

Trânsito dispara na Ponte de Constância e autarcas exigem nova travessia

Encerramento da Ponte da Chamusca faz explodir o tráfego na Ponte da Praia. Autarcas falam em risco para a segurança e reclamam solução estrutural com urgência.

A Ponte da Praia, que liga Constância Sul à Praia do Ribatejo, está sob pressão máxima. Os constrangimentos da Ponte da Chamusca e as limitações noutras travessias do Tejo fizeram disparar o volume de tráfego, com o número de viaturas ligeiras a duplicar ou mesmo triplicar nos últimos dias. “Queremos alertar a população e o Governo para esta situação. É necessário encontrar uma solução, seja através de uma nova travessia ou da reabilitação da ponte, que permita a passagem de pesados e o tráfego nos dois sentidos”, afirmou o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira.
Perto das 13h00 de quarta-feira, 11 de Fevereiro, registavam-se filas de centenas de metros. A circulação faz-se em regime alternado, regulada por semáforos, e a ponte continua interdita a veículos pesados por razões estruturais. Ainda assim, vários camiões tentaram atravessar, obrigando à intervenção da GNR. A infraestrutura, sob gestão municipal desde 1988, não integra a rede estruturante da Infraestruturas de Portugal. Há cerca de quatro décadas que os autarcas reclamam uma solução definitiva.
O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Manuel Mourato, considera que os constrangimentos da Ponte da Chamusca “vieram agravar um problema antigo”. “Temos a gestão desta ponte quando deveria ser do Governo central. O fluxo de ligeiros aumentou muito acima do normal e há tentativas constantes de passagem de pesados. É um problema estrutural que tem de ser resolvido”, defendeu. O volume médio diário nesta travessia ronda habitualmente os 3.000 a 4.000 veículos, número que, segundo os autarcas, mais do que duplicou ou triplicou nos últimos dias.
A pressão não é apenas rodoviária. Empresas da região pediram autorizações excepcionais para atravessar a ponte com camiões, mas os municípios recusaram assumir essa responsabilidade por razões de segurança. “Empresas como a Caima solicitaram excepções. Recusámos. O Ministério das Infraestruturas também não assumiu essa responsabilidade e está a avaliar a situação. Há uma reunião com o ministro já agendada para Março”, revelou Sérgio Oliveira. Os autarcas defendem o reforço estrutural ou o alargamento da ponte, permitindo circulação nos dois sentidos e passagem segura de pesados, como forma de garantir a mobilidade económica e territorial numa região fortemente dependente destas ligações sobre o Tejo. Enquanto a solução não chega a Ponte da Praia continua a funcionar no limite.

Sérgio Oliveira - foto O MIRANTE
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