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Ovelhas mortas por cães vadios às portas de Abrantes

Ovelhas mortas por cães vadios às portas de Abrantes

Dono do rebanho queixa-se de inacção por parte das autoridades

Edição de 17.11.2016 | Sociedade

Nas últimas três semanas Jorge Dias viu mais de 20 ovelhas serem mortas no terreno onde habitualmente pasta o seu rebanho, na encosta do Castelo, em Abrantes. Jorge Dias garante que viu as ovelhas serem atacadas por vários cães vadios. As autoridades não podem fazer mais nada para além de registar as ocorrências. “Os cães estão na piscina do hotel”, garante o ex-empresário da construção civil.
Na manhã desta terça-feira ocorreu novo ataque ao rebanho, na cerca onde dormem perto do parque de estacionamento do Hospital de Abrantes, tendo sido mortas duas ovelhas e ficado feridas com gravidade mais 10. A PSP e o veterinário municipal estiveram no local.
Jorge Dias explica a O MIRANTE que já é a quarta vez que chama a polícia pelas mesmas razões. “O problema é que os animais andam aqui a limpar estas encostas e eu terei que desistir dos animais e as encostas vão ficar ao abandono. Vão ser o pasto para os incêndios”, diz, acrescentando que no último incêndio aquela parte da encosta, como estava limpa, não ardeu.
Ao andar pelo terreno, que está vedado com uma rede, são visíveis carcaças e ossadas de ovelhas espalhadas pelo solo que por ali vão ficando. Jorge Dias, que tem cerca de duas centenas de cabeças de gado ovino, diz que não remove as carcaças porque “ao fim de quatro ou cinco dias elas desaparecem, são comidas pelos bichos”.
Jorge Dias já foi o proprietário do terreno que serve agora de pasto para as ovelhas. “Agora pertence à Caixa Agrícola por problemas que tive na vida”, explica e acrescenta que se os ataques continuarem vai mesmo ter que se “desfazer do rebanho”.

Ovelhas mortas por cães vadios às portas de Abrantes

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