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Uma referência na ginástica aberta a novos rumos

Uma referência na ginástica aberta a novos rumos

Academia Gimnodesportiva de Samora Correia nasceu muito graças à iniciativa de Cândida Ramos. Quase trinta e um anos depois ainda é ela que dirige a colectividade que tem muitos títulos na ginástica e aposta também na natação, hip hop e sevilhanas.

Edição de 19.01.2017 | Desporto

A Academia Gimnodesportiva de Samora Correia (AGISC) é actualmente uma das colectividades mais fortes na ginástica no distrito de Santarém. Além de o clube ser dos mais antigos da Associação de Ginástica de Santarém, é um dos que leva mais atletas a torneios e conta com diversos campeões nessa modalidade.
A 18 de Maio deste ano o clube celebra 31 anos. Cândida Ramos, presidente e sócia fundadora, olha para estas três décadas com orgulho de dever cumprido e afirma que a AGISC é a mãe da ginástica no concelho em Benavente.
“Retiro uma grande satisfação, ensinamentos e orgulho por todo o trabalho feito até aqui, por aquilo que fizemos pela ginástica no concelho. Temos uma grande influência em Benavente. Desde que a AGISC iniciou a actividade o CUAB (Clube União Artística Benaventense) começou a ter outro desenvolvimento, em Santo Estêvão, por exemplo, abriu-se a ginástica de trampolins e têm feito um trabalho extraordinário”, refere Cândida Ramos, 63 anos.
A época passada sagraram-se campeões nacionais de ginástica acrobática em seniores masculinos com o par José Cachulo e Dinis Cardoso. Em competições em Granada e na Galiza (Espanha) pisaram também o pódio.
Contudo não é só na ginástica que esta colectividade aposta. A AGISC tem também natação, sevilhanas e hip-hop. Estas modalidades abriram através dos sócios, que nas reuniões do clube pediam e questionavam o porquê de não terem certa ou determinada secção desportiva. Aliás, a AGISC já teve muitas outras actividades. Antes do andebol feminino ser jogado na AREPA (Associação Recreativa do Porto Alto), passou pelo NASC (Núcleo de Andebol de Samora Correia) e anteriormente pela AGISC. O Krav Maga, Taekwondo e Zumba foram também modalidades que a AGISC desenvolveu.
O clube nasceu quando Cândida Ramos dava aulas num colégio em Lisboa. Os pais das crianças e mesmo adultos pediram-lhe várias vezes para voltar a Samora Correia, pois Cândida leccionara ginástica anteriormente na SFUS (Sociedade Filarmónica União Samorense) e fazia fisioterapia na Casa do Povo. Após muita insistência com um grupo de amigos decidiu criar um clube novo.
A colectividade foi pioneira em várias modalidades. Quando construíram as piscinas em Samora Correia, a AGISC foi o primeiro clube a ter um protocolo com a Câmara de Benavente para poder praticar natação nesse equipamento municipal. Além da natação, foram os primeiros a surgir com sevilhanas.
Contudo o caminho nem sempre foi fácil. De um momento para o outro a AGISC perdeu o taekwondo. “Criaram um ginásio deles, independente de qualquer clube e de um momento para o outro levaram os materiais de treino, bem como alguns troféus ganhos com o nome da colectividade”, refere a dirigente acrescentando que “as acções ficam com quem as pratica”.

Trinta anos na presidência e disposta a continuar
A localização acaba também por ser um entrave. Os técnicos de ginástica são caros e convencê-los a virem para Samora Correia não é tarefa fácil. Cândida Ramos assume gastos de cerca de 650 euros mensais em salários para apenas umas horas de trabalho. “Ou arranjamos alguém daqui ou então é muito difícil. Se já para Alverca e Alhandra é difícil, então aqui é muito mais”, diz.
Além dos técnicos há que considerar também os atletas. A AGISC actualmente não tem escalões seniores e está focada somente na formação dos atletas. Segundo Cândida, “os jovens costumam largar a modalidade na hora de entrar para a faculdade”.
Após 30 anos à frente do clube, Cândida Ramos apenas quer “dar continuidade ao projecto”. Por agora não se pretende abrir mais modalidades, mas está aberta a propostas caso apareçam. Quanto ao futuro, assume deixar o cargo da presidência que exerce há 30 anos, mas diz que só o fará quando encontrar a pessoa certa para o cargo. “Tem aparecido gente, mas nada para o lugar de presidente. Também quero ter a certeza que a próxima pessoa que pegar nisto sente o clube da mesma forma. O quadro tem mudado a nível directivo mas eu continuo no bom e no mau”, refere.

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