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Autarca do Cartaxo queixa-se na Judiciária de difamação na Internet

Blog forjou uma conversa entre o presidente da câmara Pedro Ribeiro e o seu chefe de gabinete para os tentar incriminar de receberem dinheiro da empresa que tem a concessão do abastecimento de água e saneamento básico no concelho.

Edição de 19.01.2017 | Sociedade

O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), e o seu chefe de gabinete, Vasco Miguel Casimiro, apresentaram uma queixa-crime na Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa contra os autores do blog “Cartaxo Leaks”, entretanto removido. Essa página na Internet publicou no dia 9 de Janeiro uma conversa “online” forjada entre o presidente do município e o seu chefe de gabinete onde se dá a entender que ambos iriam receber 1.500 euros mensais da Cartágua na sequência da renegociação do contrato de concessão do abastecimento de água e saneamento com essa empresa.
Os dois apresentaram a queixa-crime em conjunto por difamação e esperam agora que sejam encontrados os autores da “Cartaxo Leaks”, a quem acusam de ter forjado essa conversa com fins eleitoralistas em ano de autárquicas.
Vasco Miguel Casimiro disse a
O MIRANTE que há quatro anos a actual equipa do PS que lidera a Câmara do Cartaxo já tinha sido alvo destes ataques mas que nunca nenhuma delas levantou “suspeitas tão graves”. “Somos confrontados todos os dias com críticas sobre a nossa actuação e se ligássemos a todas não vivíamos para mais nada, mas esta é muito grave”, diz Vasco Casimiro, acrescentando tratar-se da primeira queixa feita por Pedro Ribeiro sobre assuntos deste género.

“Na política não pode valer tudo”
A “Cartaxo Leaks” nasceu a 14 de Dezembro afirmando que tinha começado aí “a dor de cabeça para todos os que abusam do poder e se deixam corromper nesta terra de gente humilde e trabalhadora”. Nesse dia o blog publicou cinco artigos com a apresentação de vários contratos de empresas com o município do Cartaxo, apontando o dedo à gestão socialista.
No entanto, a vida do blog e da página de Facebook foi curta, não chegando a um mês. A actuação e os métodos usados pelos seus autores foram condenados com veemência nas redes sociais. Pedro Magalhães Ribeiro afirma que “na política não pode valer tudo”, acrescentando que a criação da página teve o “intuito de difamar-me e difamar pessoas da minha equipa”.
Até ao fecho do blog e da página de Facebook da “Cartaxo Leaks” não existia forma de contactar com os seus autores, que permanecem no anonimato.

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