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Jovens de sete países debatem em Santarém medidas para reverter alterações climáticas

Escola Secundária Sá da Bandeira recebeu o 19.º Encontro Internacional de Jovens Cientistas das escolas associadas da UNESCO, iniciativa que realiza desde 1998 e já lhe valeu um prémio da UNESCO.

Edição de 19.01.2017 | Sociedade

Jovens de 15 escolas de sete países apresentaram e debateram na passada semana, em Santarém, propostas para reverter as alterações climáticas, no 19.º Encontro Internacional de Jovens Cientistas das escolas associadas da UNESCO.
O encontro, organizado pela Escola Secundária Sá da Bandeira (ESSB) desde 1998, inicialmente apenas com escolas portuguesas, tem vindo a realizar-se anualmente, com um número crescente de escolas, um pouco por todo o mundo, interessadas em participar, disse à Lusa José Barrão, docente da escola, entretanto aposentado, que se mantém ligado ao projecto desde o início.
Para o encontro deste ano a organização escolheu o tema da Cimeira de Paris, desafiando os jovens a “seguirem o pensamento científico” e a fazerem trabalhos de investigação em torno de três subtemas: “Alterações Climáticas - Papel das Escolas na Redução das Suas Causas”, “Alterações Climáticas - Papel das Escolas na Minimização das Suas Consequências” e “Alterações Climáticas - Pesquisas Fora da Escola”.
Aos 32 alunos de cinco escolas portuguesas (três delas de Santarém), quatro espanholas, duas dos Estados Unidos da América, uma da Alemanha, uma de Andorra e uma de Itália, juntaram-se alunos de uma escola do Brasil que, devido à dificuldade de deslocação, participou à distância.
A regularidade e persistência na organização deste evento, destinado aos “cientistas do futuro”, valeram à Escola Secundária Sá da Bandeira o Prémio Pilar Para a Paz, atribuído em 2005 pela UNESCO.
“O desafio surgiu num encontro realizado em Paris em 1998 com escolas de todo o mundo e no qual foi pedido às escolas que desenvolvessem projectos semelhantes, no sentido do incentivo aos jovens, sobretudo às mulheres, para abraçarem as ciências. De Portugal estava uma professora e uma aluna da ESSB e uma aluna do Porto. Fomos a única escola que deu seguimento a esse desafio”, disse.
O encontro é organizado em colaboração com a Comissão Nacional da UNESCO e a Associação de Pais da ESSB, tem financiamento e apoio logístico de instituições como a Fundação Gulbenkian, a Câmara de Santarém, a União de Freguesias da cidade e dois bancos e apoio científico e cultural do Instituto Superior de Agronomia, do Observatório do Sobreiro e da Cortiça de Coruche, do Conservatório de Música de Santarém (também associado da UNESCO), da Casa do Brasil, Ecopilhas e Casa da Caldeira.

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